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Mostrando postagens de Abril, 2008
Degradação social e ambiental - condição ou questão de atitude?

* Por Maurício Novaes Souza e Maria Angélica Alves da Silva

Dados revelados pelo relatório da ONU "Previsões sobre a População Mundial 2006", afirma que a população mundial aumentará 37,3% até 2050, passando dos atuais 6,7 bilhões de habitantes para 9,2 bilhões. Este aumento será absorvido, na sua maioria, pelos países em desenvolvimento, como o Brasil. Em outro artigo publicado pela Folha Online, discutiu-se o dano ambiental que ações de países desenvolvidos causaram aos países em desenvolvimento, como o consumo e a destruição de recursos da natureza entre as décadas de 1960 e 1990 deverão impor ao longo do século XXI uma perda de US$ 7,4 trilhões da economia de países de renda per capita baixa e média.
Há de se considerar ainda, como agravante, os efeitos das mudanças climáticas. Os custos ambientais de atividades humanas ligadas ao aquecimento global, destruição da camada de ozônio, urbanização sem planejamento …
Por que é preciso ter cuidados especiais com a água?

Por Maurício Novaes Souza*
Devem ser priorizados os cuidados com os recursos hídricos: a crise de água atingiu muitas regiões do planeta e os conflitos resultantes de seu uso múltiplo redobram-se. Inúmeras são as previsões relativas à escassez de água, em conseqüência da desconsideração da sua esgotabilidade. É inquestionável que a água é um dos recursos naturais fundamentais para as diferentes atividades humanas e para a própria sobrevivência. Entretanto, apesar de muitos entenderem que o ciclo natural da água promove a sua recomposição, na prática não é o que se observa, tendo em vista os inúmeros fatores que interferem neste ciclo hidrológico.
As principais causas que conduziram à degradação dos recursos hídricos são: 1) crescimento populacional desordenado associado à rápida urbanização; 2) diversificação dos usos múltiplos, tais como a irrigação e as hidroelétricas para produção de energia; 3) gerenciamento…
Caminhos para o Desenvolvimento Sustentável

Por Maurício Novaes Souza*

Em 1992, durante a ECO 92, realizada no Rio de Janeiro, ocorreram discussões sobre as atividades e mecanismos econômicos capazes de produzirem impactos ambientais e destruírem os recursos naturais. O documento denominado Agenda 21 é resultante dessas discussões, contendo inúmeras recomendações: inclusive aquelas que enfatizam a importância dos governos e organismos financeiros internacionais priorizarem políticas econômicas para estimular a sustentabilidade por meio da taxação do uso indiscriminado dos recursos naturais, da poluição e despejo de resíduos, da eliminação de subsídios que favoreçam a degradação ambiental e da contabilização de custos ambientais e de saúde.
Contudo, percebe-se que as propriedades rurais, a indústria, o comércio e as diversas comunidades, não estão aproveitando efetivamente seus recursos, tais como seu potencial de transformação dos produtos agropecuários, da matéria-prima florestal e agro…
A Indústria, o Comércio e o Licenciamento Ambiental

Por Maurício Novaes Souza*

A adoção dos chamados “Sistemas de Gestão Ambiental” pelas empresas, cada vez mais de caráter efetivo, reflete claramente a mudança da consciência ambiental, onde já se considera como parte integrante do negócio se preocupar com o meio ambiente e atingir níveis elevados de sustentabilidade. Essa postura tem um efeito direto e muito significativo no que diz respeito ao cumprimento dos dispositivos legais que regem sobre os cuidados devidos ao meio ambiente.
De acordo com a Resolução CONAMA nº. 237/1997, o licenciamento ambiental é o procedimento administrativo pelo qual o órgão ambiental competente licencia a localização, instalação, ampliação, modificação e operação de atividades e empreendimentos utilizadores de recursos ambientais considerados efetiva ou potencialmente poluidores. Também, daqueles que, sob qualquer forma, possam causar degradação ambiental, desde que verificado em cada caso concreto, que for…
Urbanização, Poluição Hídrica e Saneamento Ambiental: um caso de saúde pública para o município de Paraty, RJ
Por Maurício Novaes Souza*

O crescimento urbano e industrial nem sempre significa desenvolvimento humano: particularmente nos países em industrialização, vem acompanhado de desigualdade de acesso aos itens básicos necessários a uma sobrevivência digna, tais como o acesso à educação, à alimentação e à saúde. O acesso da população à saúde passa, incondicionalmente, pelo binômio abastecimento de água/saneamento básico.
Contudo, o que se tem verificado, é a ausência do planejamento territorial das áreas a serem ocupadas. Nos países em desenvolvimento, como o Brasil, a taxa de crescimento anual da população urbana chega aos 3,5%, vindo acompanhada de realidades preocupantes. Uma delas é a formação de cinturões de pobreza, como nos municípios de Angra dos Reis e Paraty, dada à carência de serviços de infra-estrutura e de moradia adequada a um nível mínimo de condições de vida.
Dessa…
Desenvolvimento Sustentável: aspectos sociais, ambientais e econômicos

Por Maurício Novaes Souza*

Durante a ECO 92, realizada no Rio de Janeiro em 1992, ocorreram discussões sobre as atividades e mecanismos econômicos capazes de produzirem impactos ambientais e destruírem os recursos naturais. O documento denominado Agenda 21 é resultante dessas discussões, contendo inúmeras recomendações: inclusive aquelas que enfatizam a importância dos governos e organismos financeiros internacionais priorizarem políticas econômicas para estimular a sustentabilidade por meio da taxação do uso indiscriminado dos recursos naturais, da poluição e despejo de resíduos, da eliminação de subsídios que favoreçam a degradação ambiental e da contabilização de custos ambientais e de saúde.
Contudo, percebe-se que as propriedades rurais, os centros urbanos - indústria, comércio e a comunidade, não estão aproveitando efetivamente seus recursos, tais como seu potencial de transformação dos produtos agropecuários, d…
A crise da água: fatos e atitudes necessárias ao Desenvolvimento Sustentável

Por Maurício Novaes Souza*

A humanidade vem enfrentando problemas de degradação ambiental que remontam no tempo. Entretanto, tem-se verificado a partir da década de 1960, em função dos modos de produção, de crescimento e de desenvolvimento praticados, que os recursos naturais, como a água, vem se tornando um fator cada vez mais crítico para o desenvolvimento econômico e social de longo prazo, bem como para a sustentabilidade ambiental.
Há décadas recentemente passadas, o meio ambiente era capaz de desempenhar sua função autodepuradora com eficiência. Nos dias atuais, encontra-se excessivamente sobrecarregado pelas atividades humanas. Percebe-se, assim, que o mundo poderá experimentar uma escassez de recursos hídricos sem precedentes em um futuro próximo, a menos que os padrões de desenvolvimento comecem a ser alterados e o ser humano modifique o seu comportamento no que se refere ao uso…
Transposição das águas do rio São Francisco: bem-estar local ou especulação do agronegócio?

Por Maurício Novaes Souza1 e Maria Angélica Alves da Silva2

No mês de março, dia 22, foi comemorado o dia mundial da água. Pergunta-se se existem motivos para comemoração? Para responder a essa pergunta, tome-se como exemplo a bacia do rio São Francisco, que cobre 504 municípios brasileiros. Praticamente, nenhum deles possui saneamento básico e todo o esgoto doméstico e industrial in natura é lançado diretamente ao rio, além dos dejetos industriais e agroindustriais, como na região metropolitana de Belo Horizonte, que polui seu maior afluente, o Rio das Velhas. Assim, o estado de degradação em que o rio se encontra representa a real situação de como o país vem efetivamente administrando seus recursos naturais.
Em toda a extensão do rio São Francisco é comum se verificar a existência de grandes áreas com desmatamento e queimadas desde a sua nascente, que provocam o assoreamento do r…
Bacia Hidrográfica do São Francisco: Urbanização, Poluição e Saneamento Ambiental

Por Maurício Novaes Souza*

A humanidade enfrenta problemas de degradação ambiental que remontam no tempo. O meio ambiente, que sempre desempenhou sua função depuradora com eficiência, encontra-se hoje excessivamente sobrecarregado pelas atividades antrópicas: sofre o risco de exaustão dos seus recursos, não conseguindo em determinadas situações, recuperar-se por si só. Porém, considerando os modelos de produção e desenvolvimento que priorizam a maximização econômica em detrimento à conservação ambiental, a busca de melhores soluções que as atuais parecem estar distantes de ser encontrada.
Relacionado aos ecossistemas aquáticos, particularmente a partir da década de 1960, a água vem se tornando um fator cada vez mais crítico para o desenvolvimento econômico e social de longo prazo, bem como para a sustentabilidade ambiental. Os indicadores demonstram que o Brasil é a maior potência hídrica do mundo; entretan…