Postagens

Mostrando postagens de 2010

O marketing e a importância da informação socioambiental

* Por Mauricio Novais Souza1 e Vilmar Berna2
As escolhas da sociedade tenderão a ser tanto melhores quanto melhores forem as informações ambientais que conseguirem chegar ao povo. Se estas informações forem insuficientes, falsas, tendenciosas ou dominadas pelas forças que desejam manter os atuais rumos insustentáveis de consumismo e poluição, isso certamente influenciará em nossas decisões. Por isso é tão importante, na verdade fundamental e estratégico para a sustentabilidade, refletirmos sobre a comunicação e a publicidade que são apenas ferramentas: tanto podem estar a serviço de um modelo consumista e desperdiçador ou a serviço da sustentabilidade, dependendo dos valores que motivam nossas escolhas. Entretanto, um dos motivos que impede a democratização da informação socioambiental comprometida com valores sustentáveis, é a falta de financiamento para esta informação. Portanto, assegurar tais recursos não se trata de uma reivindicação meramente comercial, mas de uma est…

O desafio da sustentabilidade para o comércio varejista

* Por Maurício Novaes Souza

A tão discutida retomada do crescimento, intensamente discutida nos dias atuais, não é suficiente para a solução dos diversos problemas e não é a melhor alternativa para se chegar ao Desenvolvimento Sustentável. É necessário que haja, paralelamente à transformação da estrutura produtiva que garanta a recuperação do dinamismo econômico, políticas que promovam uma maior equidade social.
Há de se considerar que a ideia de objetivar o desenvolvimento sustentável revela, inicialmente, a crescente insatisfação com a situação criada e imposta pelos modelos vigentes de desenvolvimento e de produção das atividades humanas. Resulta de emergentes pressões sociais pelo estabelecimento de uma maior eqüidade social. De acordo com Luiz Carlos de Macedo, Assessor do Programa de Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) e Professor de pós-graduação e co-autor de livros e artigos sobre Responsabilidade S…

O consumismo e o papel do comércio varejista nos processos de inovação e educação

* Mauricio Novais Souza1 e Celso da Silveira de Barros2

A Revolução Industrial desenvolveu os processos de fabricação até chegar à produção em escala, substituindo a produção artesanal. Estes produtos proporcionam conforto para a população e de maneira direta ou indireta criam dispositivos que facilitam e dinamiza vários sistemas produtivos, como o comércio varejista. Contudo, esse processo iniciado com tal revolução e achegado ao sistema financeiro (consolidação do capitalismo) e a propaganda (marketing), em poucas décadas, transformou o cidadão em um consumista voraz e descomprometido, causando enorme degradação ambiental.
Evidentemente quando se compara os possíveis confortos que o homem poderia desfrutar no início da Revolução Industrial com os disponíveis nos dias atuais, a diferença é imensa. A indústria, abastecida com capital e a procura de lucros, teve crescimento rápido em produtividade e qualidade. Foi capaz de manter a filosofia de cada vez mais aten…

Sustentabilidade das organizações: gestão ética e responsabilidade social

* Por Maurício Novaes Souza1, Maria Angélica Alves da Silva2 e Gabriela Alves de Novaes3

O dilema entre desenvolvimento econômico e preservação/conservação da natureza é tema de discussões no país há tempos remotos. Em períodos recentes, permanece a dificuldade de se fazer uma parceria Estado/Sociedade para uma solução equilibrada. De acordo com José Luiz de Andrade Franco, da Universidade de Brasília, autor de Proteção à natureza e identidade nacional no Brasil (FIOCRUZ), “No Brasil há um padrão histórico: as preocupações com o meio ambiente, em geral, resultaram da atuação de grupos de cientistas, intelectuais e funcionários públicos que, por meio de suas inserções no Executivo, procuraram influenciar as decisões dos governantes em favor da valorização da natureza”. Em função dessa situação, o andamento das políticas de proteção à natureza sempre dependeu mais de ligações com governos e apenas secundariamente do eco que as pessoas preocupadas com as questões ambientais alcançam na s…

O Que é Ecologia Profunda?

Por Carlos Cardoso Aveline

A natureza, cuja evolução é eterna, possui valor em si mesma, independentemente da utilidade econômica que tem para o ser humano que vive nela. Esta idéia central define a chamada ecologia profunda – cuja influência é hoje cada vez maior – e expressa a percepção prática de que o homem é parte inseparável, física, psicológica e espiritualmente, do ambiente em que vive.

Na nova era global, milhões de pessoas voltam a perceber que o sentimento de comunhão com a natureza é um dos mais elevados de que o ser humano é capaz, e fonte de grande felicidade. Não é coisa do passado ou um costume do tempo das cavernas. Ao contrário, deverá marcar as civilizações do futuro. Em qualquer tempo histórico, o convívio direto com a natureza foi e será um fator decisivo para o bem-estar físico e psicológico do ser humano.

A expressão ecologia profunda foi criada durante a década de 1970 pelo filósofo norueguês Arne Naess, em oposição ao que ele chama de "ecologia superficial&q…

BRASIL É PRIORIDADE NA POLÍTICA EXTERNA AMERICANA

As relações comerciais internacionais ainda formam a base sólida da estrutura econômica de inúmeros países, incluindo o Brasil. E alguns setores se destacam por envolver diretamente um tema prioritário nos dias atuais: o meio ambiente.
Em recente visita, o vice-secretário de Estado do governo americano, James Steinberg, disse que a relação com o Brasil é uma das prioridades na política externa do governo Barack Obama. De acordo com o secretário, as várias viagens da secretária de Estado, Hillary Clinton, para a América Latina e a participação do presidente Obama na reunião de Cúpula das Américas mostram a importância atribuída pela administração ao relacionamento com a região.
Nesta relação está um segmento que até a pouco não havia merecido a devida atenção. O uso racional das florestas, através de manejo sustentável e redução de desperdício já é uma prática comum nos Estados Unidos , que introduziu regras e conscientizou seus usuários há várias …

Opulência e miséria: causas e consequências da degradação sócio-ambiental

* Por Maurício Novaes Souza

O relatório "Previsões sobre a População Mundial 2006", do Departamento de Assuntos Econômicos e Sociais das Nações Unidas, adverte que a população mundial aumentará 37,3% até 2050, passando dos atuais 6,7 bilhões de habitantes para 9,2 bilhões (2,5 bilhões a mais). Segundo os peritos da ONU, a previsão do aumento total da população mundial para a metade do século equivale à população mundial de 1950. Este aumento será absorvido, na sua maioria, pelos países em desenvolvimento, que devem passar de 5,4 bilhões de habitantes em 2007 para 7,9 bilhões de habitantes em 2050. Tal crescimento preocupa em termos de trabalho e de produção de alimentos que garantam a segurança alimentar.
Prevê-se que os Impactos e externalidades ambientais serão incalculáveis. Um artigo publicado na Folha Online (22/01/2008) discutiu o dano ambiental que ações de países desenvolvidos causaram aos países em desenvolvimento. Afirma, um grupo de ecólogos e economista…

A economia e os limites do crescimento

* Por Maurício Novaes Souza

Nos últimos dois anos, a preocupação está voltada para a crise financeira americana, que trouxe reflexos na economia de todos os países do Planeta. Contudo, a questão ambiental, que deveria ser a prioridade posto ser a fonte de todos os recursos utilizados nos processos produtivos, vem sendo relegada ao segundo plano. Na prática, o antigo discurso da necessidade de crescimento econômico para a geração de emprego e renda acaba prevalecendo. Ou seja, continua vigorando a visão imediatista, de curtíssimo prazo, cujos resultados finais são conhecidos e previsíveis. De fato, a economia global está perdendo mais dinheiro com a destruição dos recursos naturais do que com a atual crise financeira global, segundo conclusões de um estudo financiado pela União Européia.
Segundo dados dessa pesquisa, intitulada “A Economia dos Ecossistemas e Biodiversidade”, calcula-se que os desperdícios anuais, apenas com o desmatamento, variam de US$ 2 trilhões a US$ 5 trilhões. O núm…

A época dos horrores: econômico e socioambiental

* Por Maurício Novaes Souza1 e Maria Angélica Alves da Silva2

Não havia preocupação com as questões ambientais durante o período das chamadas “Revolução Industrial” e “Revolução Verde”. Isso porque os recursos naturais eram abundantes e a poluição não era foco da atenção da sociedade industrial e intelectual da época. Com o crescimento acelerado e desordenado da produção e da população humana mundiais, que resultaram na aceleração dos impactos e degradação ambientais, o resultado que se tem é a escassez dos recursos naturais. Surge então, recentemente, o conflito da sustentabilidade dos sistemas econômico e natural, fazendo do meio ambiente um tema literalmente estratégico e urgente. O homem começa a entender a impossibilidade de transformar as regras da natureza e perceber a importância da reformulação de suas práticas ambientais.
Cabe considerar o conceito “Limites do Crescimento”, onde se avaliou que a humanidade está usando 20% a mais de recursos naturais do …

II Simpósio Nacional sobre Produção Animal e Ambiente: em busca do equilíbrio

Imagem
II Simpósio Nacional sobre Produção Animal e Ambiente: em busca do equilíbrio

Programação:


A comissão organizadora do II Simpósio Nacional de Produção Animal e Ambiente em busca do equilíbrio, a ser realizado na Escola de Veterinária da UFMG, nos dias 17, 18 e 19 de setembro de 2010, convida V.Sa. para participar deste evento que visa dar aos participantes a oportunidade de se atualizarem sobre importantes temas relacionados a impactos ambientais associados à produção animal e propõe alternativas de sistemas mais sustentáveis.
Atenção: Vagas limitadas. Fiquem atentos ao prazo de inscrição para grupos.
Aguardamos por vocês.
Atenciosamente,
Comissão organizadora.
http://br.mc563.mail.yahoo.com/mc/compose?to=pro.sustentabilidade@yahoo.com.br


O desafio da sustentabilidade para o comércio varejista

* Por Maurício Novaes Souza

A tão discutida retomada do crescimento, intensamente discutida nos dias atuais, não é suficiente para a solução dos diversos problemas e não é a melhor alternativa para se chegar ao Desenvolvimento Sustentável. É necessário que haja, paralelamente à transformação da estrutura produtiva que garanta a recuperação do dinamismo econômico, políticas que promovam uma maior eqüidade social.
Há de se considerar que a ideia de objetivar o desenvolvimento sustentável revela, inicialmente, a crescente insatisfação com a situação criada e imposta pelos modelos vigentes de desenvolvimento e de produção das atividades humanas. Resulta de emergentes pressões sociais pelo estabelecimento de uma maior eqüidade social. De acordo com Luiz Carlos de Macedo, Assessor do Programa de Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) e Professor de pós-graduação e co-autor de livros e artigos sobre Responsabilidade S…

Os descaminhos à sustentabilidade são revelados pelo “Estado do Mundo”

* Por Maurício Novaes Souza

No mês anterior escrevi um artigo para o jornal INFORMACIRP, da Associação Comercial de Rio Pomba, MG, intitulado “Um novo mercado e a necessária formação de gestores ambientais”. Nessa semana, o Instituto AKATU pelo Consumo Consciente lançou em português o relatório “Estado do Mundo-2010”, uma das mais importantes publicações periódicas mundiais sobre sustentabilidade. O livro, produzido pelo World Watch Institute (WWI) – organização com sede em Washington (EUA) - traz anualmente um balanço com números atualizados e reflexões sobre as questões ambientais. Neste ano, o tema é “Transformando Culturas – do Consumismo à Sustentabilidade” e aborda as mudanças no consumo, sob a ótica da economia, negócios, educação, mídia e movimentos sociais.
Segundo dados do referido relatório, na última década a humanidade aumentou seu consumo de bens e serviços em 28%. Somente em 2008, foram vendidos no mundo 68 milhões de veículos, 85 milhões de refrig…

GESTÃO E AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL DA CAFEICULTURA IRRIGADA EM REGIÕES SELECIONADOS DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

Maurício Novaes Souza1 , Maria Emilia Borges Alves2, Marcelo Rossi Vicente3, Everardo Chartuni Mantovani4

RESUMO: A irrigação já é uma realidade na cafeicultura brasileira, ocupando cerca de 10% da sua área plantada, permitindo situar o cafeeiro entre as principais culturas irrigadas do Brasil. Entretanto, a agricultura irrigada vem sendo considerada por alguns segmentos da sociedade e órgãos do governo, como a principal responsável pelo desperdício de água e pela contaminação dos solos e dos ecossistemas aquáticos. Portanto, para a implantação de um sistema de irrigação em uma determinada região, torna-se necessário um conjunto de informações de maneira a ser identificado o seu potencial de produção e as condições físicas e operacionais mais adequadas que podem selecionar alternativas a serem tomadas. A avaliação de impactos ambientais objetiva, essencialmente, fundamentar e otimizar processos decisórios envolvendo atividades transformadoras e apresentar prognósticos para minimizar po…