Postagens

Mostrando postagens de Junho, 2010

GESTÃO E AVALIAÇÃO DE IMPACTO AMBIENTAL DA CAFEICULTURA IRRIGADA EM REGIÕES SELECIONADOS DO TERRITÓRIO BRASILEIRO

Maurício Novaes Souza1 , Maria Emilia Borges Alves2, Marcelo Rossi Vicente3, Everardo Chartuni Mantovani4

RESUMO: A irrigação já é uma realidade na cafeicultura brasileira, ocupando cerca de 10% da sua área plantada, permitindo situar o cafeeiro entre as principais culturas irrigadas do Brasil. Entretanto, a agricultura irrigada vem sendo considerada por alguns segmentos da sociedade e órgãos do governo, como a principal responsável pelo desperdício de água e pela contaminação dos solos e dos ecossistemas aquáticos. Portanto, para a implantação de um sistema de irrigação em uma determinada região, torna-se necessário um conjunto de informações de maneira a ser identificado o seu potencial de produção e as condições físicas e operacionais mais adequadas que podem selecionar alternativas a serem tomadas. A avaliação de impactos ambientais objetiva, essencialmente, fundamentar e otimizar processos decisórios envolvendo atividades transformadoras e apresentar prognósticos para minimizar po…

Sistemas agroflorestais e recuperação sócio-ambiental por meio de recursos obtidos em projetos do Mecanismo de Desenvolvimento Limpo

Maurício Novaes Souza1, James Jackson Griffith2, Elias Silva3, Haroldo Nogueira de Paiva3


RESUMO - Os problemas ambientais, inerentes às atividades antrópicas, ocorrem atualmente em escala planetária, demonstrando o crescimento da capacidade humana de transformação do meio ambiente. Para impedir e reverter processos de destruição que conduzem à degradação ambiental faz-se necessário desenvolver soluções econômicas e práticas agropecuárias e florestais que garantam aos produtores rurais, particularmente àqueles do modelo familiar, técnicas inovadoras que melhorem sua condição de vida. A busca pelo desenvolvimento sustentável deve ser uma prioridade mundial. Para alcançá-lo, ações gerais que se subordinam à sustentabilidade devem ser observadas, como promover a recuperação ambiental. Entretanto, esta não pode ser assumida como um fato isolado, devendo considerar de forma abrangente as relações físicas, biológicas, políticas, sociais, econômicas, tecnológicas e culturais nas quais a área …

O ESPECIALISTA EM AGROECOLOGIA COMO PRODUTOR E GESTOR AMBIENTAL

* Por Maurício Novaes Souza1 e Márcio Soares Santos2


O desenvolvimento rural no Brasil ficou, ou ainda é centrado, salvo algumas exceções, em pesquisas agropecuárias voltadas para um modo de produção dissociado dos princípios e dos conhecimentos da ecologia - isto explica o porquê da elevada degradação ambiental. Paralelamente, nas políticas ambientais, tem-se desenvolvido mecanismos de conservação de ecossistemas naturais, contudo dissociando-os de modelos que elaborem projetos de utilização social dos recursos naturais. Dessa forma, nem as pesquisas agropecuárias, nem as políticas ambientais, atribuem maior conceito de conservação e de reprodução das condições ecológicas nos sistemas produtivos.

Mediante a esse fato, observa-se que a nossa situação em relação ao meio é de extrema vulnerabilidade, posto que se possuem cerca de 45% da superfícies de nossos ecossistemas ocupados pelo sistemas agropecuários. Esta enorme ocupação territorial da agricultura/pecuária brasileira faz com que t…

Um novo mercado e a necessária formação de gestores ambientais

* Por Maurício Novaes Souza

Muito se têm falado em Desenvolvimento Sustentável. Contudo, para alcançá-lo, é necessário que sejam criadas tecnologias apropriadas e pessoal competente para gerenciá-las: as atividades comerciais e industriais mundiais e brasileiras estão, parcialmente, conscientes da necessidade de adotarem práticas de gestão ambiental e pretendem ampliar seus investimentos destinados à proteção do meio ambiente.

Isto de deve principalmente às profundas transformações do modelo econômico decorrentes da reestruturação produtiva, da integração mundial dos mercados financeiros, da internacionalização das economias, da desregulamentação e abertura dos mercados, com a quebra de barreiras protecionistas, em suas causas e consequências político-sociais. Tais mudanças vêm atingindo, de forma acelerada e diferenciada, sobretudo na última década do século passado e nos primeiros anos desse século XXI, amplos setores da população trabalhadora e os donos de empresas/indústrias, urbano…