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Mostrando postagens de Outubro, 2010

O desafio da sustentabilidade para o comércio varejista

* Por Maurício Novaes Souza

A tão discutida retomada do crescimento, intensamente discutida nos dias atuais, não é suficiente para a solução dos diversos problemas e não é a melhor alternativa para se chegar ao Desenvolvimento Sustentável. É necessário que haja, paralelamente à transformação da estrutura produtiva que garanta a recuperação do dinamismo econômico, políticas que promovam uma maior equidade social.
Há de se considerar que a ideia de objetivar o desenvolvimento sustentável revela, inicialmente, a crescente insatisfação com a situação criada e imposta pelos modelos vigentes de desenvolvimento e de produção das atividades humanas. Resulta de emergentes pressões sociais pelo estabelecimento de uma maior eqüidade social. De acordo com Luiz Carlos de Macedo, Assessor do Programa de Responsabilidade Social e Sustentabilidade no Varejo da Fundação Getulio Vargas (FGV-EAESP) e Professor de pós-graduação e co-autor de livros e artigos sobre Responsabilidade S…

O consumismo e o papel do comércio varejista nos processos de inovação e educação

* Mauricio Novais Souza1 e Celso da Silveira de Barros2

A Revolução Industrial desenvolveu os processos de fabricação até chegar à produção em escala, substituindo a produção artesanal. Estes produtos proporcionam conforto para a população e de maneira direta ou indireta criam dispositivos que facilitam e dinamiza vários sistemas produtivos, como o comércio varejista. Contudo, esse processo iniciado com tal revolução e achegado ao sistema financeiro (consolidação do capitalismo) e a propaganda (marketing), em poucas décadas, transformou o cidadão em um consumista voraz e descomprometido, causando enorme degradação ambiental.
Evidentemente quando se compara os possíveis confortos que o homem poderia desfrutar no início da Revolução Industrial com os disponíveis nos dias atuais, a diferença é imensa. A indústria, abastecida com capital e a procura de lucros, teve crescimento rápido em produtividade e qualidade. Foi capaz de manter a filosofia de cada vez mais aten…

Sustentabilidade das organizações: gestão ética e responsabilidade social

* Por Maurício Novaes Souza1, Maria Angélica Alves da Silva2 e Gabriela Alves de Novaes3

O dilema entre desenvolvimento econômico e preservação/conservação da natureza é tema de discussões no país há tempos remotos. Em períodos recentes, permanece a dificuldade de se fazer uma parceria Estado/Sociedade para uma solução equilibrada. De acordo com José Luiz de Andrade Franco, da Universidade de Brasília, autor de Proteção à natureza e identidade nacional no Brasil (FIOCRUZ), “No Brasil há um padrão histórico: as preocupações com o meio ambiente, em geral, resultaram da atuação de grupos de cientistas, intelectuais e funcionários públicos que, por meio de suas inserções no Executivo, procuraram influenciar as decisões dos governantes em favor da valorização da natureza”. Em função dessa situação, o andamento das políticas de proteção à natureza sempre dependeu mais de ligações com governos e apenas secundariamente do eco que as pessoas preocupadas com as questões ambientais alcançam na s…

O Que é Ecologia Profunda?

Por Carlos Cardoso Aveline

A natureza, cuja evolução é eterna, possui valor em si mesma, independentemente da utilidade econômica que tem para o ser humano que vive nela. Esta idéia central define a chamada ecologia profunda – cuja influência é hoje cada vez maior – e expressa a percepção prática de que o homem é parte inseparável, física, psicológica e espiritualmente, do ambiente em que vive.

Na nova era global, milhões de pessoas voltam a perceber que o sentimento de comunhão com a natureza é um dos mais elevados de que o ser humano é capaz, e fonte de grande felicidade. Não é coisa do passado ou um costume do tempo das cavernas. Ao contrário, deverá marcar as civilizações do futuro. Em qualquer tempo histórico, o convívio direto com a natureza foi e será um fator decisivo para o bem-estar físico e psicológico do ser humano.

A expressão ecologia profunda foi criada durante a década de 1970 pelo filósofo norueguês Arne Naess, em oposição ao que ele chama de "ecologia superficial&q…