terça-feira, 31 de outubro de 2017

A Contribuição do Sítio Santa Rita para o Desenvolvimento do Turismo em Pedra Menina, situada na Região do Caparaó



Alunos: Anderson Luiz Kruger, Elton Souza dos Santos e Ismael Rafane da Silva Amorim

Disciplina: Economia dos Recursos Naturais – Pós-graduação em Agroecologia do IFES campus de Alegre

O Problema: A região do Caparaó compreende onze (11) cidades, sendo uma das regiões mais visitadas do Espírito Santo. Possui lindas paisagens formadas por cachoeiras, matas com trilhas e vegetação preservada. Uma das cidades desta região abriga um distrito, conhecido como Pedra Menina (por possuir uma formação rochosa com o formato de uma mulher deitada de perfil). Apesar do ar bucólico e do potencial agrícola da região, as famílias de agricultores vêm sofrendo nos últimos tempos com problemas financeiros, em sua grande maioria por não conseguirem dar conta de produzir alimentos. Parte deste problema se deve a infertilidade do solo devido, principalmente, ao seu mau uso. Outro grande problema está ligado ao abandono destas terras agricultáveis, que pode ser explicado pelo processo de sucessão, cujos filhos, na busca de algo melhor, têm migrado para as grandes cidades. Isso tem tornado a região pouco habitável e pouco interessante para o turismo da região.

Justificativa: A falta de mão de obra e o baixo valor dos produtos produzidos na região é uma das causas da falta de sucessores nas pequenas propriedades. Com a automação se consegue diminuir a mão de obra, e com a busca de se produzir cafés de qualidade, aumenta a padronização e agrega valor ao produto no momento da comercialização, proporcionando maior rentabilidade, melhoria na qualidade de vida na propriedade rural e diminui o êxodo dos sucessores da propriedade.

Objetivos Gerais: Melhorar a qualidade de vida e a permanência dos sucessores do Sítio Santa Rita, localizado no distrito de Pedra Menina.

Objetivos Específicos:
·         Produzir café de alta qualidade;
·         Manter qualidade com pouca mão de obra através da automação;
·         Comercializar café direto ao consumidor através de uma cafeteria.

Materiais e Métodos: Devido à falta de mão de obra qualificada na comunidade para a prestação de serviço na produção de um café de qualidade, o proprietário sentiu a necessidade de desenvolver tecnologias capazes de suprir tal problema. Em parceria com a Caparaó Junior, foi realizado o planejamento de produção de café no sítio Santa Rita, a fim de melhorar a qualidade, a gestão e comercialização do café produzido na propriedade.

Resultados e Discussão:
Com o trabalho da Caparaó Junior no Sítio Santa Rita, um dos filhos (Jhone Milanez Borges de Lacerda) do produtor tomou ciência do curso de graduação em Tecnologia em Cafeicultura no IFES - Campus de Alegre e despertou o interesse em cursá-lo. Neste curso, o mesmo pode ter conhecimento de tecnologias de automação específicas para o mercado de café, trazendo-as para a propriedade.
Ao melhorar todo o processo produtivo, aliado ao ganho do prêmio de um dos melhores cafés do Brasil, resolveram ampliar seu mercado com atendimento direto ao consumidor final, criando na propriedade a “Cafeteria”. Aliado à natureza da comunidade, passaram a oferecer serviços de hotelaria e agroturismo.
Com o sucesso do café da propriedade, a filha do produtor (Miriam) e o genro (Fred) também passaram a trabalhar única e exclusivamente na propriedade: ela como administradora do local e ele na cafeteria.

Considerações Finais:
A região do Caparaó tem grande potencial agrícola e turístico, tendo os cafés especiais da região sempre entre os primeiros colocados nas mesas de competições de café de qualidade. A região vem atraindo muitos turistas, porém a infraestrutura para abrigar turistas ainda é incipiente.
Percebe-se que grande parte desse potencial é afetado devido o fator de sucessão de proprietários, onde os herdeiros buscam melhor qualidade de vida nos grandes centros, não permanecendo na região.

Entretanto, pode-se ver com a experiência do Sítio Santa Rita, que é totalmente possível e benéfico ao turismo da região investir no mercado final de café, trazendo o consumidor até a propriedade, explorando assim os dois grandes potenciais regionais, turístico e agrícola, além de tornar a região interessante e lucrativa para os herdeiros dos proprietários.

domingo, 29 de outubro de 2017

Turismo rural nas pequenas propriedades de Venda Nova do Imigrante

CLEIDIANE DA CUNHA OLIVEIRA e JULIELSON ATAIDE DE OLIVEIRA

Pré-projeto como uma exigência da disciplina: Economia dos Recursos Naturais – Pós-graduação em Agroecologia.

Professor: Maurício Novaes


Introdução
O Município de Venda Nova do Imigrante, criado em 10 de maio de 1988 desmembrando-se de Conceição do Castelo, possui uma área de 188,9 km2, compreendendo, além da sede, os distritos de São João de Viçosa e Alto Caxixe além de outras 12 comunidades. Situa-se na região serrana do Espírito Santo, às margens da rodovia BR 262, com uma altitude variando de 630 a 1550 metros.
Venda Nova começou a ser colonizada por volta de 1892, basicamente por imigrantes italianos, cuja cultura permanece viva em seus descendentes e na vida da comunidade vendanovense. No entanto bem antes a região era habitada por índios, provavelmente Puris, dos quais foram encontrados muitos objetos pela primeira leva de imigrantes que aqui chegaram.
A comunidade que surgiu com a chegada dos primeiros imigrantes em 1892 conserva traços fortes da cultura dos mesmos, principalmente o espírito comunitário e progressista, manifestados em 1922 com a construção da primeira escola, a instalação da linha telefônica em 1925, a criação da Cooperativa Agrária de Lavrinhas (1927) ou mesmo a construção dos primeiros 20 km de estrada em regime de mutirão. Venda Nova se expandiu mantendo sua identidade sem maiores afluências de estranhos, até que se viu "rasgada" pela BR 262 (Rodovia Presidente Costa e Silva), nos idos de 1957, experimentando um crescimento extraordinário, graças ao impulso dado com a ligação com grandes centros, como Vitória e Belo Horizonte.
Com a chegada da rodovia foi se abrindo um leque para economia do município, devido à ligação de duas capitais, uma do estado de Minas Gerais e a outra do estado do Espírito Santo, perfazendo um ótimo senário para o agroturismo do município.
O município Venda Nova é referência em todo o país como o berço do Agroturismo, modalidade de turismo rural que associa a vivência do cotidiano agrícola ao lazer, à visitação e à valorização do meio ambiente. Reconhecido como Capital Nacional do setor pela Abratur em 1993, o Agroturismo no município hoje envolve 70 propriedades, com 300 famílias e 1.500 pessoas diretamente atuantes, com destaque para a confecção artesanal e caseira de produtos típicos, principalmente na culinária (embutidos como o socol, doces, geleias, licores, biscoitos, etc.).

Justificativa
Antes da colonização italiana, grandes fazendas de café de propriedade dos portugueses floresceram no altiplano serrano, onde mais tarde nasceria Venda Nova. Entre as fazendas destacam-se: Providência, Lavrinhas, Tapera, Bananeiras, Bicuíba e Viçosinha. Junto com os portugueses vieram os negros escravos, que lidavam na lavoura. Contudo, com a abolição da escravatura, essas fazendas caíram no abandono até que surgissem os colonos, imigrantes italianos, originários da Região do Vêneto (Itália), atraídos pela procura de terras nas localidades de São Pedro do Araguaia, Matilde, São Martinho e Carolina, sendo inicialmente cerca de 20 a 20 famílias, entre elas: Perim, Caliman, Zandonadi, Altoé, Bragato, Venturim, Falcheto, Brioschi, Sossai, Carnielli, Cola, Minetti, Lorenzoni, Delpupo, Tonolli, Ambrozim, Scabello, Mazzoco, Fioreze e Mascarello.
Com o tempo essas fazendas grandes foram sendo dividas entre as famílias, formando assim pequenas propriedades familiares. Agora só agricultura e pecuária não era suficiente para sustentar as famílias no campo.

Objetivo geral
Implementar uma nova renda para os agricultores familiares com uma visão de turismo.

Objetivo Específico
- Reunir os agricultores para capacitação;
- Fazer um levantamento do potencial de produção de cada propriedade;
- Criar uma rota turística entre as propriedades.

Público alvo beneficiário
O público beneficiado serão os pequenos proprietários, os mesmo estarão aumentando sua renda através do turismo. Seus produtos comercializados na própria propriedade.
Resultados esperados
Aumentar a renda das famílias envolvidas no projeto de agroturismo;
Aumentar geração de emprego pelas famílias na comunidade;
Aumentar o fluxo de turistas no município.
Metodologia
Esse projeto será desenvolvido pelos consultores do Sebrae, que realizarão palestras, cursos e oficinas com produtores.
Discussão
As famílias se reuniram e formaram um polo de agroturismo no município de Venda Nova, com apoio do Sebrae. Entretanto, a expansão do agroturismo no município veio através da necessidade de uma renda para complementar a que já tinha na propriedade. Com o apoio do Sebrae capacitando os produtores e pela localização do município, fica próximo a BR 262 que liga duas capitais Belo Horizonte e Vitória, proporcionou o sucesso do agroturismo nesse município. 

Considerações Finais
O sucesso do negócio está relacionado ao planejamento, apoio de um órgão especializado que capacita os pequenos produtores, onde o mesmo são orientandos onde deve investir seus lucros.
O agroturismo de Venda Nova de Imigrante é um exemplo de sucesso, todo rendimento do agroturismo contempla os pequenos agricultores.


segunda-feira, 9 de outubro de 2017

Uma análise da produção de café do Sítio Santa Rita

TRABALHO DA DISCIPLINA: SEGURANÇA, MEIO AMBIENTE E SAÚDE
AUTORES: ALAYA BESERRA LEMOS, ANA KAROLINA A. A. DE SOUZA, ARIANE ALVES LOPES E ISADORA FONTOURA NEVES

Trabalho apresentado à disciplina de Segurança, Meio Ambiente e Saúde no Instituto Federal do Espírito Santo – Campus de Alegre, tendo como objetivo a obtenção de nota para o terceiro trimestre de 2017.

Prof. Orientador: Maurício Novaes Souza.

U         Uma análise da produção do Sítio Santa Rita


Produzir café de qualidade é o objetivo principal da maior parte dos produtores, especialmente aqueles que buscam se diferenciar daqueles que voltam sua produção para a exportação de commodities.
O principal problema para a grande maioria dos produtores é a falta de informação e conhecimento sobre formas mais adequadas de manejo, diferentes formas de se produzir o próprio café e até mesmo para quem vender seu produto final. Pode-se ver a “falha” quando o Brasil exporta a maior parte de sua produção de café para a Alemanha, que realiza o beneficiamento final do café agregando valor ao produto, fazendo com que o lucro maior seja desses intermediários, o que reduz os benefícios dos produtores brasileiros.
No caso dos produtores de cafés especiais do sítio Santa Rita, em Pedra Menina, região do Caparaó capixaba, houve a busca por informação e o interesse pela produção de cafés especiais. Os Lacerda (Seu Tarcísio, Jhony, Fred e sua esposa), tomaram iniciativas e fizeram diferente dos demais produtores: eles investiram na própria propriedade, utilizando técnicas que fazem com que o café produzido por eles se diferencie e tenha destaque. Dentre as iniciativas há a criação da “Cafeteria”, que utiliza o café da própria propriedade e já é muito famosa na região, além do sistema de hospedagem que foi desenvolvido e em processo de expansão. Com todas essas mudanças é possível observar que a busca por novas técnicas e por conhecimento pode ser o divisor de águas entre a produção de um simples produto para exportação e um café extremamente valorizado.
Em casos de sucesso como esse, a sucessão é algo que não é visto como um problema, já que a saída dos jovens do campo se dá principalmente por causa do insucesso das produções familiares. Somos levadas a pensar que o Sítio Santa Rita continuará tendo sucesso ao longo dos anos porque a família continuará empenhada em fazer o negócio continuar dando certo e crescer cada vez mais. Para que os produtores não desistam e continuem animados com suas produções é importante que eles recebam incentivo, papel que tem sido realizado pelo IFES campus de Alegre e pela Caparaó Jr., que fornecem assistência e acompanhamento aos produtores, realizam cursos e palestras para que os agricultores no ramo cafeeiro continuem no campo e possam cada vez mais desenvolver um produto de maior qualidade.
No Sítio Santa Rita pode-se dizer que os cuidados da pós-colheita (separação de grãos, descascamento, secagem dos cafés especiais, fermentação, etc.) são feitos com auxílio tecnológico de equipamentos de separação do café adequado para ser especial e o comum, estufas que vão impedir o contato do café especial com coisas que podem prejudicar sua qualidade, como a chuva e animais. O trabalho de separação dos grãos com defeitos é feito manualmente em uma esteira onde no decorrer dela ficam pessoas realizando a seleção final - trabalho que não deve ser desvalorizado pois é de suma importância, porém é tido como um trabalho “braçal” que é realizado ou pela família ou por indivíduos sem tanta instrução.
Tendo em vista o processo adotado no Sítio Santa Rita podemos concluir que o segredo para a obtenção de um produto de qualidade e diferente dos outros é a busca por conhecimento e inovação, dedicação integral, bem como Gestão Compartilhada e empenho de toda a família para que o objetivo da empresa seja atingido. Há de se lembrar, sempre, que o auxílio por parte de instituições externas é de extrema importância para o sucesso da atividade.


As Leis Ambientais Brasileiras e a clássica impunidade

* Maurício Novaes Souza O imaginário neoliberal, presente de forma crescente em todo o mundo, reafirma a noção de que os recursos ...