segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Mudanças Climáticas e a Importância da Agrometeorologia na Produção Agropecuária



* por Maurício Novaes Souza


Anos atrás, sob condições de população escassa e exploração industrial mínima, parecia que a Terra poderia ser o provedor inesgotável dos recursos naturais. Entretanto, a população cresceu, a industrialização se expandiu, as florestas são destruídas, os solos erosionados, os depósitos minerais exauridos, o ar e a água se tornam cada vez mais poluídos, e cada vez mais estamos preocupados com as limitações dos recursos da Terra.

Paralelamente, existe uma grande necessidade de aumento na produção de alimentos. Para isso, é necessário que as perdas agrícolas e pastoris sejam minimizadas e a eficiência da produção agropecuária melhorada. Sabe-se que essa atividade é altamente dependente das condições do clima e do tempo em uma dada região. Entretanto, o aumento da produção de alimentos vem sendo feito por intermédio da exploração inadequada dos recursos naturais, prejudicando o ambiente, o solo, a água e o ar.

A Agrometeorologia é uma combinação de ciências físicas e biológicas que estuda as relações entre os elementos climáticos, o solo e os seres vivos e avalia os fenômenos climáticos que influenciam a produção e a produtividade agrícola. Isto faz da agrometeorologia uma técnica indispensável na formação dos profissionais que trabalham nas áreas agropecuárias, bem como para os produtores rurais.

Os maiores problemas relacionados ao aquecimento global e às mudanças climáticas, associados ao efeito estufa, refere-se à sua aceleração. Tornará o clima quente e seco, gerando com decorrer do tempo um superaquecimento global. Inexoravelmente, quebrará gradativamente o ciclo hidrológico. Isso porque, mesmo existindo intenso calor, com a umidade relativa do ar sendo baixa, será impossível formar chuva, pois para que exista a sua formação, será preciso que a umidade do meio ambiente esteja saturada. Além disso, é preciso também, que esta referida umidade saturada, encontre uma massa de ar frio, para se condensar e se precipitar em forma de chuva. Entretanto, o efeito estufa, tira essa condição. Pois, “teoricamente” dissipa (aquece) a massa de ar frio, que funcionaria como elemento condensador do vapor da água (umidade ambiental), que estaria se saturando, ou melhor, deixando esta massa de ar, mencionada anteriormente, quente e seca.

Quebrando o ciclo hidrológico, irá piorar as condições ambientais, para existência de vidas vegetais, animais e humana. Principalmente as espécies animais e vegetais, devido às condições ambientais adversas, do que a espécie humana: por ser um animal racional e se adaptar momentaneamente às condições adversas ambientais. Há de se considerar, o fato de que a espécie humana é a principal depredadora do meio ambiente (fauna e flora). Isto, certamente, levará a biosfera terrestre a um ciclo involutivo, o qual já está se processando, principalmente a partir dos séculos XIX e XX. Estão se observando um contínuo e vertiginoso declínio das espécies animais e vegetais, que pouco a pouco vão perdendo suas biodiversidades e, paradoxalmente, este quadro degenerativo do meio ambiente global vem se agravando, com o advento da Revolução Industrial.

Assim, percebe-se que a desordem ambiental no mundo chegou a um ponto em que, ou se conscientizam as pessoas – e principalmente, os governos – para o tamanho da catástrofe que se avizinha, ou iremos pagar um custo alto pela sobrevivência – se ela for viável. Não há mais certezas com relação ao clima em nenhum lugar do mundo. E isto é apenas um sintoma. Cidades do norte da Europa que sempre consumiram energia para prover aquecimento, hoje estão preocupadas em instalar sistemas de refrigeração; nevascas intensas, e comuns no auge do inverno, surpreendem Nova York no meio do outono; o verão parece não ter se acabado ainda no sul da Europa, as temperaturas sobem a níveis inéditos.

Na raiz de tudo, a predação obstinada em busca do crescimento sem limites, a qualquer custo. É evidente que, no cenário que se estuda, há fenômenos que são cíclicos na natureza, de transformação de florestas em desertos por processos naturais, mas os cientistas, com base nos parâmetros cada vez mais assustadores, avisaram ao mundo que nos aproximamos do caos. Com o Tratado de Quioto, em vigor desde fevereiro de 2005, um sopro de esperança logo seguido do desencanto pela recusa dos Estados Unidos, o maior emissor de carbono do mundo, em acatar as propostas de redução desse avanço em direção à insensatez - prejudicaria o desenvolvimento do país.

Sabemos que o Brasil tem uma das maiores indústrias agropecuárias do Mundo. Por isso, existe uma grande necessidade de informações meteorológicas e climatológicas específicas que capacitem os agropecuaristas a fazerem decisões operacionais. Assim, pode-se considerar que o principal objetivo da Agrometeorologia é colocar a ciência da meteorologia a serviço da agropecuária para melhorar o uso da terra, para ajudar a produzir o máximo de alimentos e evitar o abuso irreversível dos recursos naturais (água e solo).

Em face dessas questões, em décadas recentes o uso da Agrometeorologia na agropecuária vem aumentando. Isto tem sido devido, largamente, aos estudos de laboratório, casa de vegetação e de campo, nos quais as respostas biológicas têm sido medidas sob condições controladas. Existem diversas aplicações das técnicas meteorológicas às operações de campo. Alguns exemplos importantes: a) previsão e proteção contra geadas; b) avisos contra fogo nas florestas; c) planejamento da irrigação; d) calendários de plantio e colheitas; e) seleção de lugares para as culturas; f) controle de insetos; e g) controle de doenças e muitas modificações microclimáticas, como a utilização da prática de quebra-ventos.

Os serviços meteorológicos que precisamos devem estar aptos a satisfazer pelo menos quatro tipos de exigências dos agricultores: a) Previsões do tempo detalhadas, na ocasião exata e adaptadas para operações agrícolas comuns; b) Serviços de extensão para ensinar aos agricultores usar as informações do item anterior; c) Observações especializadas de clima no lugar onde as culturas são realizadas; e d) Um sistema de comunicações para levar as informações atualizadas sobre o clima por intermédio do rádio, da televisão e dos jornais.



* Engenheiro Agrônomo, Mestre em Recuperação de Áreas Degradadas e Gestão Ambiental e Doutor em Engenharia de Água e Solo. É professor do IFET Rio Pomba e Diretor-Geral do IFET São João del-Rei. É Conselheiro do COPAM e do IBAMA. E-mail: mauriciosnovaes@yahoo.com.br.

A Importância da Agrometeorologia na Produção Agropecuária


* por Maurício Novaes Souza

Anos atrás, sob condições de população escassa e exploração industrial mínima, parecia que a Terra poderia ser o provedor inesgotável dos recursos naturais. Entretanto, a população cresceu, a industrialização se expandiu, as florestas são destruídas, os solos erosionados, os depósitos minerais exauridos, o ar e a água se tornam cada vez mais poluídos, e cada vez mais estamos preocupados com as limitações dos recursos da Terra.

Paralelamente, existe uma grande necessidade de aumento na produção de alimentos. Para isso, é necessário que as perdas agrícolas e pastoris sejam minimizadas e a eficiência da produção agropecuária melhorada. Sabe-se que essa atividade é altamente dependente das condições do clima e do tempo em uma dada região. Entretanto, o aumento da produção de alimentos vem sendo feito por intermédio da exploração inadequada dos recursos naturais, prejudicando o ambiente, o solo, a água e o ar.

A Agrometeorologia é uma combinação de ciências físicas e biológicas que estuda as relações entre os elementos climáticos, o solo e os seres vivos e avalia os fenômenos climáticos que influenciam a produção e a produtividade agrícola. Isto faz da agrometeorologia uma técnica indispensável na formação dos profissionais que trabalham nas áreas agrícolas, como aqueles dos cursos de Agroecologia e Zootecnia.

Em décadas recentes o uso da Agrometeorologia na agropecuária foi aumentando. Isto tem sido devido, largamente, aos estudos de laboratório, casa de vegetação e de campo, nos quais as respostas biológicas têm sido medidas sob condições controladas. Existem diversas aplicações das técnicas meteorológicas às operações de campo. Alguns exemplos importantes: a) previsão e proteção contra geadas; b) avisos contra fogo nas florestas; c) planejamento da irrigação; d) calendários de plantio e colheitas; e) seleção de lugares para as culturas; f) controle de insetos; e g) controle de doenças e muitas modificações microclimáticas, como a utilização da prática de quebra-ventos.

Sabemos que o Brasil tem uma das maiores indústrias agropecuárias do Mundo. Por isso, existe uma grande necessidade de informações meteorológicas e climatológicas específicas que capacitem os agropecuaristas a fazerem decisões operacionais. Portanto, pode-se considerar que o principal objetivo da agrometeorologia é colocar a ciência da meteorologia a serviço da agropecuária para melhorar o uso da terra, para ajudar a produzir o máximo de alimentos e evitar o abuso irreversível dos recursos naturais (água e solo).

Os serviços meteorológicos que precisamos devem estar aptos a satisfazer pelo menos quatro tipos de exigências dos agricultores: a) Previsões do tempo detalhadas, na ocasião exata e adaptadas para operações agrícolas comuns; b) Serviços de extensão para ensinar aos agricultores usar as informações do item anterior; c) Observações especializadas de clima no lugar onde as culturas são realizadas; e d) Um sistema de comunicações para levar as informações atualizadas sobre o clima por intermédio do rádio, da televisão e dos jornais.

sábado, 7 de novembro de 2009

Disposição de Resíduos Sólidos Urbanos: uma questão de atitude



*por Maurício Novaes Souza

No início de novembro de 2009 a Prefeitura Municipal de Rio Pomba foi notificada pela Superintendência Regional de Meio Ambiente e Desenvolvimento Sustentável (SUPRAM) a ter de isolar o “Lixão” da cidade. Terá de providenciar um novo local para a disposição dos Resíduos Sólidos Urbanos (RSU), popularmente chamados de “lixo”. Por força da lei, terá de construir um aterro dentro dos padrões exigidos pelos órgãos ambientais. O custo do empreendimento é elevado e a vida útil do aterro dependerá de seu manejo. Há de se considerar que essa vergonha reflete o descuido das administrações municipal anteriores. Na verdade essa não é uma vergonha exclusiva de nossa cidade, mas da maioria dos municípios brasileiros.

O lixo que produzimos pode ser dividido em: comercial, domiciliar, público, industrial, serviços de saúde, sistema de transporte, entulhos da construção civil, agrícola e eletrônico. E para onde vai o lixo que produzimos na cidade em que moramos? Existem diferentes destinos do lixo: lixão, aterro controlado, aterro sanitário, incineração, compostagem e a reciclagem. Quanto maior for o volume de lixo encaminhado ao aterro, menor será sua vida útil. Uma das alternativas que aumentam a sua vida útil se refere à coleta seletiva do lixo e a reciclagem. Já existem bons exemplos em todo o mundo. O troféu no Grande Prêmio Brasil de Fórmula 1, por exemplo, foi destaque mundial por ter sido fabricado durante a prova, a partir de plásticos reciclados coletados no Autódromo de Interlagos. Para a produção, foi instalada uma mini usina de reciclagem. De acordo com informações da Plastivida, o Brasil recicla hoje 21% do plástico que produz.

E a questão das sacolas plásticas? Quantas você usou ontem? E durante toda a semana? Se o cálculo se estender pelo ano todo, os números começam a assustar. Segundo uma estimativa divulgada pelo Ministério do Meio Ambiente, a cada hora são consumidas cerca de 1,5 milhão de sacolas plásticas no Brasil. Ao final de um dia essa conta chega a 36 milhões. Anualmente são descartadas inadequadamente 500 bilhões de sacolas em todo o mundo. Esse material, além de poluente, pode causar outros impactos ambientais, como entupir bueiros e provocar enchentes.

O governo vem buscando alternativas. O Ministério do Meio Ambiente vai estimular o trabalho do catador de materiais recicláveis com o Pagamento por Serviços Ambientais Urbanos (PSAU) e garantia de preço mínimo para os produtos. Dentre os ganhos ambientais gerados pela coleta correta do lixo está a redução da quantidade de resíduos no ambiente, impedindo a poluição da água e do solo. Esse material é direcionado para locais em que podem ser reciclados e voltar a ser utilizados. Dentro de uma nova visão, pode-se verificar que o lixo é matéria prima fora do lugar. Há de se ressaltar que a coleta do lixo deveria começar dentro de casa: infelizmente, apenas 3% do lixo doméstico é reciclado.

O Ministério das Cidades divulgou os números mais recentes do manejo de resíduos sólidos urbanos no Brasil, referentes a 2007. Com base em dados de 306 municípios, que representam 55% da população urbana, o levantamento mostra que a cobertura média de coleta de lixo nas cidades pesquisadas é de 90%. Já a coleta seletiva só chega a 56,9% dos municípios da amostra, que inclui todas as capitais e cidades com mais de 500 mil habitantes. Cerca de 64% do lixo coletado vão para aterros sanitários, 26,6% são levados para aterros controlados – que têm estrutura melhor que lixões, mas onde há trabalho de catadores – e 9,5% dos resíduos ainda vão para os lixões, considerados a pior solução para o destino final.

De acordo com o Departamento de Articulação Institucional do Ministério das Cidades, em muitos casos, os locais de depósito do lixo não têm autorização ambiental para funcionar. Dos 587 aterros catalogados, 46% não têm qualquer tipo de licença ambiental. O Plano Diretor Municipal de Rio Pomba deveria estabelecer um Programa De Coleta E Destinação Final Dos Resíduos Sólidos. Caso implementado, estaríamos em um cenário prometedor diante de um problema que mais afeta o meio ambiente e a saúde humana no país e no mundo: a falta de tratamento adequado do lixo que produzimos. O Secretário de Meio Ambiente, Gilberto Quintão, tem planos para transformar essa idéia em realidade.

Há ainda outras soluções: a Lei de Consórcio nº 11.107/2005, o Decreto nº 6.017/2007 e a Lei de Saneamento Básico nº 11.445/2007 são instrumentos jurídicos que possibilitam que as prefeituras consorciem. Nesse contexto, os consórcios públicos surgiram como um novo arranjo institucional para a gestão municipal. A formação de consórcios, com a participação do respectivo estado, para garantir a sustentabilidade das unidades de depósito de lixo a serem construídas, é o pré-requisito para que os municípios recebam recursos para viabilização dos empreendimentos.

Contudo, não basta falarmos de transparência. Precisamos garantir a visibilidade dos documentos em questão e um amplo diálogo com a sociedade na busca de soluções mais exeqüíveis com relação aos aspectos socioambientais, econômicos, moral e ético. O problema do lixo que produzimos é nosso e não podemos nos desresponsabilizar desta situação que se agrava a cada dia que passa. O tempo urge e soluções emergências precisam ser tomadas para sanar os problemas mais gritantes na geração de resíduos sólidos de Rio Pomba, sem que a politicagem feita por politiqueiros de plantão venha interferir num diálogo fraterno e necessário para o bem do meio ambiente e dos seres humanos.


* Engenheiro Agrônomo, Mestre em Recuperação de Áreas Degradadas e Gestão Ambiental e Doutor em Engenharia de Água e Solo. É professor do IFET Rio Pomba e Diretor-Geral do IFET São João del-Rei. É Conselheiro do COPAM e do IBAMA. E-mail: mauriciosnovaes@yahoo.com.br.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Separar Política e Economia do Meio Ambiente é Evidenciar a Insustentabilidade do Modelo



* Por Maurício Novaes Souza

Em todo o mundo, nos gabinetes e escritórios onde se manipulam os complexos emaranhados que determinam os rumos do capitalismo, ninguém fala em mudança na ordem econômica mundial. Vai tudo muito bem, desde que grandes volumes de dinheiro continuem fluindo na direção das grandes empresas, entupindo os bancos e alimentando a indecência das mega-fortunas. Contudo, de fato, uma grande e decisiva virada precisa ser dada no modelo que hegemonicamente vem dando as cartas, sob pena de se abreviar a história da raça humana na Terra.

O “Sistema”, essa entidade invisível e todo-poderosa, faz a sociedade acreditar que é possível seguir consumindo ilimitadamente. Impõe como paradigma a necessidade de crescimento continuado e entroniza como sagrado um instrumento de aferição: o PIB (Produto Interno Bruto). A ordem é girar a roda da economia cada vez mais velozmente afirmando que é preciso consumir, investir, importar, exportar, lucrar... não importando os indícios de destruição que ficam a partir da adoção desses procedimentos.

A conta, porém, é alta... e já está sendo cobrada: por exemplo, a queima de combustíveis fósseis para movimentar fábricas e automóveis, a devastação dos ambientes naturais pelas atividades de mineração ou para ampliar as fronteiras da agricultura e da pecuária, a utilização de produtos poluentes que se perpetuam na natureza, tudo isso está determinando a destruição pausada do planeta.

Segundo estudo da organização humanitária OXFAM, as vítimas de desastres naturais provocados pelas mudanças climáticas aumentarão em mais de 50 por cento nos próximos cinco anos. No calendário desse holocausto, o amanhã já chegou. As inundações, as secas e furacões estão se sucedendo com frequência e intensidade jamais vistas. Teme-se que se tenha tornado irreversível... principalmente quando avaliamos as questões éticas e políticas.

É sabido que foi mérito dos filósofos gregos terem construído uma arquitetônica ética fundada em algo universal, exatamente na razão, presente em todos os seres humanos. As normas que regem a vida pessoal chamaram de ética; e as que presidem a vida social chamaram de política. Por isso, para eles, POLÍTICA É SEMPRE ÉTICA. Não existe, como entre nós, política sem ética.

Quando analisamos a história e vislumbramos o futuro, percebemos que nenhuma sociedade no passado ou no presente vive sem uma ética. Como seres sociais, precisamos elaborar certos consensos, coibir certas ações e criar projetos coletivos que dão sentido e rumo à história. O planeta, a natureza, a humanidade, os povos, o mundo da vida estão demandando cuidado e responsabilidade. Se não transformarmos estas atitudes em valores normativos, dificilmente evitaremos catástrofes em todos os níveis. Os problemas do aquecimento global e o complexo das várias crises, só serão equacionados no espírito de uma ética do cuidado e da responsabilidade coletiva.

E a questão política? Política pode ser definida como estratégia de ação (e neste sentido todos nós fazemos política, quando nos posicionamos diante de alguma situação), exige-nos um constante exercício evolutivo. A atuação política está relacionada ao conflito do terceiro estado de consciência (Mandar x Obedecer), precisando, ainda, evoluir para o quarto estado de consciência (afetivo), quinto (raciocínio lógico), intuitivo e espiritual. Pensando apenas sob o ponto de vista monetário, o Brasil poderia ter aproveitado melhor a situação favorável que teve diante da crise econômica, caso tivéssemos hoje um sistema de ciência e tecnologia na rota do que precisa ser feito. Sem dúvida, estaríamos aproveitando isso justamente para nos tornarmos em pouco tempo mais competitivos na linha da sustentabilidade, que é o elemento decisivo neste século. Contudo, sabemos que sustentabilidade é um processo, não acontece da noite para o dia.

Há de se considerar, ainda o conceito “moral” - configura o conjunto de padrões comportamentais tidos como corretos, segundo as regras de boa convivência e educação, podendo variar de cultura para cultura. Dessa forma, as questões éticas e morais deveriam ter sido uma das maiores bandeiras dos governos atuais. Infelizmente, as negociações e tratados estabelecidos nas últimas duas décadas para proteger o meio ambiente foram inúteis. A culpa tem recaído apenas sobre os governantes. Sabe-se que por trás dos argumentos políticos, escondem-se interesses econômicos que impedem decisões em assuntos cruciais... no longo prazo, problemas ligados ao meio ambiente serão tão ameaçadores quanto o terrorismo.

Na verdade, nestes 60 minutos que demorei a escrever este artigo, devemos ter perdido 1.600 hectares de floresta tropical. Certamente mais desertos se espalharam, gases que prejudicam o clima foram emitidos, assim como poluentes tóxicos. É uma evidência da urgência da questão ambiental. Levando esses valores em consideração, novos paradigmas poderão ser construídos e, quem sabe, ainda haja tempo de refrear a corrida rumo ao abismo. É hora de dar atenção àquelas vozes que ecoam mensagens de uma lucidez desconcertante: mais respeito à natureza, menos ambição, mais ética e solidariedade, menos consumo, menos PIB, mais FIB (Felicidade Interna Bruta).


* Engenheiro Agrônomo, Mestre em Recuperação de Áreas Degradadas e Gestão Ambiental e Doutor em Engenharia de Água e Solo. É professor do IFET Rio Pomba e Diretor do IFET São João del-Rei. É Conselheiro do COPAM e do IBAMA. E-mail: mauriciosnovaes@yahoo.com.br.

sábado, 19 de setembro de 2009

O Princípio do Desenvolvimento Econômico associado ao princípio da preservação do meio ambiente: análises e reflexões das crônicas de Luc Vankrunkels


*Por Egídio Freitas de Morais Junior¹; Maria de Fátima Vieira Aguiar²; Maurício Novaes Souza³


Introdução

São muitas as evidências de que a ação antrópica interfere de forma drástica na natureza. Luc Vankrunkelsven consultor da Fetraf sul e da Wervell, em suas viagens pelo Brasil nos apresenta fatos vivenciados, junto aos agricultores da região sul do Brasil. Pretende-se com este trabalho colocar as questões de ordem jurídicas, de forma que, os leitores se identificando com o fato, pois o mesmo não é de exclusividade da região pesquisada, possam se valer das orientações de um especialista na área do direito, o Sr. Egídio Morais Freitas.
São raros os artigos, que de forma explícita, revelam às artimanhas do poder para favorecer uns poucos - a elite oligárquica. Sendo assim, apresentam-se os capítulos a seguir com intuito de esclarecer e orientar juridicamente os que trabalham com a biodiversidade na agricultura familiar.

A pobreza socioeconômica tem sido usada como pretexto há dezenas de anos para a utilização desordenada dos recursos florestais e hídricos. Empresas multinacionais, bem como latifundiários e grandes produtores de milho e de soja, utilizam dos recursos naturais disseminando na mídia informações procurando convencer os órgãos estatais e a opinião pública que os benefícios advindos da exploração desordenada dos recursos naturais são infinitamente superiores aos prejuízos ocasionados ao meio ambiente. Argumentam que o progresso econômico sobrepõe as querelas levantadas por ambientalistas ou ecos chatos, como vulgarmente são conhecidos os defensores do meio ambiente, que constantemente são hostilizados verbalmente pelos meios de comunicação e até mesmo fisicamente pelas comunidades carentes diretamente envolvidas na discussão.

Apesar da circulação de riquezas, observa-se facilmente que a realidade das comunidades diretamente atingidas pouco se modifica, haja vista que a circulação de riqueza recai na mão de uma restrita minoria, enquanto a comunidade carente continua vivendo em condições precárias. Tem-se como agravante a dependência desta população com a utilização desordenada dos recursos naturais, sendo as mesmas as maiores prejudicadas, em decorrência de sofrerem diretamente os efeitos nefastos do desmatamento e da poluição dos recursos hídricos, por manuseio de agrotóxicos e pesticidas. Observa-se mundialmente, e de maneira uniforme, que os ônus dos danos ambientais são arcados, principalmente, para não dizer unicamente pelas populações carentes diretamente e indiretamente envolvidas com a exploração desordenada dos recursos naturais, restando a estes a parte não aproveitável do bolo, socializando apenas os prejuízos.

A Constituição da República Federativa do Brasil estabelece no artigo 170 que a ordem econômica tem por finalidade assegurar a todos existência digna conforme os ditames da Justiça Social desde que observado o princípio da defesa do meio ambiente. O artigo 225 da Constituição estabelece que todos tem direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações. Verifica-se no entanto que ao relatar as experiências vivênciadas por Vankrunkelsven, a CCF/88 está sendo ignorada.


Capítulo 1

Biodiversidade: mantenedora de espécies

No norte do Paraná, próximo a Londrina cafeicultores acostumados a utilizar o equilíbrio da natureza para se estabelecerem na lavoura, utilizam-se da população de insetos, mantida de forma equilibrada pelos pássaros, obtendo desta forma, safras produtivas. A economia e a comunidade usufruíam de grande conforto, até que na década de 1970, relata o Sr. José Antônio da Silva Marfil Muela ao Sr. Luc Vankrunkelsven, fora imposto a comunidade o uso de produtos químicos para combater doenças que assolavam as lavouras dos agricultores da região.
O problema não foi resolvido, muito pelo contrário, o êxodo rural acabou ocorrendo, pois os pássaros morreram, ou migraram, desapareceram: os tico-ticos, rolinhas, entre outros, a dependência de sementes e agrotóxico aumentaram, e o lucro cada vez menor levaram muitas famílias, inclusive a do Sr. José Antônio Muela, a deixar suas propriedades. O Sr. Muela ainda hoje se questiona, o porquê de introduzirem os pesticidas na lavoura e torná-los dependentes das sementes e agrotóxicos. Surgiram muitos desempregados na área urbana de Curitiba. A economia e a vida do mundo rural não subsistiram, e ele acreditava que não fora o acaso, mas provocada pelo sistema capitalista. Segundo Sr. Ruela, no ônibus de Curitiba a Guarapuava, o vizinho suspirava dizendo: “No Brasil, enquanto um trabalha, dez são obrigados a ficar de braços cruzados.”
A região empobreceu e para restabelecer o desenvolvimento, foi lançado o Programa “Territórios da Cidadania”, onde 15 ministérios coordenaram 135 ações. Segundo os relatos de Muela, esta proposta do governo, seria para reduzir as desigualdades sociais no país. A previsão para 2008 seria de um investimento de 11,3 bilhões de reais. Para manter as pessoas no campo, e evitar o surgimento de favelas em área urbana, a região de Guarapuava elaborou projetos. Os projetos no Brasil possibilitam várias entidades trabalhar a anos na ‘inclusão’ social, ao invés de ‘exclusão’.
Contudo, Segundo o Luc Vankrunkelsven, a ONU – Organização das Nações Unidas, divulgaram um relatório chocante. Conclusão: ‘O Brasil é corrupto, violento e racista’. Questiona-se a relação destes fatos com o número de vítimas, pois o relatório afirma que o número entre adolescentes de 15 a 19 anos quadruplicou nos últimos 20 anos. A UNICEF confirma que, em 2003, foi alcançado o triste recorde de 7.900 mortes. É um triste relato de pessoas que presenciaram a natureza e suas vidas se exaurirem de forma tão cruel.


Capítulo 2

Monocultura: Sacrifício aos deuses

Em uma entrevista de Blairo Maggi - maior sojicultor do mundo, em 2000, quando o mesmo disse aos incansáveis defensores da terra: “Se os movimentos ambientalistas e os sindicatos continuarem criando problemas vão plantar soja na África. Lá não há resistência”, despertou o interesse do Sr. Luc Vankrunkelsven. O Sr. Blairo Maggi se tornou governador do estado do Mato Grosso, e em sua política, desmatar 54% da área para produzir soja e gado é prioridade, e detendo o poder político e econômico, ninguém se atrevia a fazer manifestos contra, segundo Maggi, “tudo está dentro da legalidade”.

Segundo Vankrunkelsven, exitou, mas, se entusiasmou num segundo momento, ao receber o convite de Maria José Adão e seu amigo belga Luc Kruvfthooft, presentes em uma exposição de livros em Bruxelas, para ir a Cuiabá, montar um programa completo e quebrar o silêncio em relação à destruição da biodiversidade provocada pelas empresas do Sr. Maggi. Luc resolveu se deslocar das lavouras de Cascavel, Paraná, para a maior área de plantação de soja do Brasil. Na nova Califórnia brasileira os primeiros contatos foram difíceis, pois ninguém contesta o sucesso das empresas que atuam no agronegócio de soja, milho, aves e algodão. Existem ilhas que persistem em buscar mudanças como os Srs. Degair Aparecido de Oliveira e Maria José Adão, Carlos Raimundo dos Santos e Cleonice Terezinha Fernandes e contando com o apoio dos Serviços do SEBRAE- MT, às Micro e Pequenas Empresas do mato Grosso. Quando questionamos ao órgão SEBRAE, se nossas manifestações na Europa surtem efeito quando Maggi vai ao exterior se promover, eles admitem que sim; portanto, vemos a oportunidade durante as crises como a de 1973, para disseminar novas idéias para superar os processos produtivos que levam ao sacrifício a terra e os seres humanos. Mas como proteger os biomas desta região? Segundo Vankrunkelsven (2008):

1. O Pantanal se inicia no Mato Grosso do Sul, mas a maior parte se encontra no estado ao norte, Mato Grosso. Não é possível plantar soja lá, mas a região está sendo cercada pelo Ouro Verde, provocando uma perigosa redução no nível do lençol freático do Pantanal.
2. O Cerrado, com sua biodiversidade única, ‑ este sim ‑ está sendo rapidamente coberta de soja... felizmente, ainda é possível salvar uma parte.
3. Ao norte: o Portal para a Região Amazônica.
4. O Rio Araguaia. Esta região rica em rios e com praias únicas geralmente não é mencionada, mas, às vezes, é catalogada como um quarto ecossistema.

Ao relatar as experiências, Vankrunkelsven (2008) que durante três dias percorreu a estrada que atravessa a reserva da Chapada dos Guimarães, junto com Alonso Lamas, que trabalha há 21 anos com espécies tropicais davam risadas por ver a região impregnada de rochas ...“É, vai ser difícil plantar soja aqui.” Sentiam-se aliviados, pois aquela área de cerrado é mais rica em biodiversidade do que a Floresta Amazônica. Verificou-se também durante a viagem que o SEBRAE, contrata especialistas e formam uma equipe para apoiar novos trabalhos.

Capítulo 3

Um oásis em deserto


Aqui se produzem soja, milho e algodão que alimentam aves e suínos. Estamos trilhando o Caminho de Verde, em Mato Grosso do Sul, revela Sr. Luc. E continua a esclarecer que muitas famílias, desde 1995, recebem apoio para ocupar as pequenas áreas e produzir de forma familiar. Há 1200 famílias que moram em assentamentos, e que aos poucos, legalizam-se as terras. A equipe do SEBRAE visitou um assentamento do MST: São sete famílias, como um oásis. Ainda em 2007, iniciaram o cultivo de espécies tropicais num sistema agroflorestal. Impressiona a equipe, a variedade de plantas formadas a partir de quatro ‘biomas/ecossistemas’.
Segundo Alonso Lamas, há muita procura na Europa e nos Estados Unidos destas espécies de plantas tropicais, e o Brasil produz 80%, e entre as espécies podemos citar a petúnia, originária do Paraná, mas cultivada pelos japoneses, mas foi um belga há 127 anos que começou a comercializar a petúnia brasileira, e hoje a espécie é considerada um tesouro. O Sr. Lamas relata com entusiasmo, e faz-se analogia, “o renascer das cinzas o trabalho que trás orgulho e esperanças à muitas famílias”. Em forma de cooperativa, comerciantes de plantas, paisagistas, decoradores, entre outros, e com o apoio do SEBRAE. Produz-se de forma ecológica, e o assentamento torna-se a prova viva de que a agroecologia apresenta melhores resultados do que os demais métodos. Utiliza-se dos sistemas agroflorestais, promovendo renda e emprego, com menor investimento. O quadro abaixo revela a pesquisa realizada pelo departamento de Estudos Sócio-Econômicos Rurais:


Sistema

Agr. Convencional (a)
Agroecológico (b)
Agroflorestal (c)
Produtividade/ano
3.000 kg/ha (a)
5.000 kg/ha (b)
10.000 kg/ha (c)
Receita (R$ por kg produzido)
0,30/kg (a)
0,50/kg (b)
0,80/kg (c)
Custo dos insumos (em termos de percentual da renda)
70% (*) (a)
30% (b)
5% (c)
Geração de trabalho
1 emprego/70 ha (a)
1 emprego/8 ha (b)
1 emprego/3 ha (c)


(*) este valor não inclui os elevados custos dos danos ambientais e sociais


Luc Vankrunkelsven relata: “Sabe-se que muitos trabalhadores gostariam de se manifestar sobre os problemas da região, mas receosos somente ouvem, e adquirem os livros como “Aurora no campo, Soja diferente”, demonstrando a aprovação de nosso trabalho.


Conclusão

Os artigos supramencionados demonstram a importância do meio ambiente ecologicamente equilibrado. Deve ser considerado irrenunciável, inalienável por qualquer ser humano, não podendo ser desvirtuado e corrompido por interesses puramente financeiros de grupos materialistas. Tais agentes, que divulgam na mídia promessas de desenvolvimento econômico e social extremamente rápido, que na realidade demonstram-se bonito na forma, porém insuficiente e vazio de conteúdo.

A CF/88, aliada com uma série de Leis Federais, Estaduais e Municipais, tem enfatizado a necessidade de que o desenvolvimento econômico e social esteja de mãos dadas com a conservação/preservação dos recursos naturais. Tal preceito é conhecido como o princípio do desenvolvimento sustentável, permitindo a exploração dos recursos naturais utilizando técnicas de manejo sustentável. Tem por objetivo o desenvolvimento econômico e social de um lado, e a manutenção da flora, fauna e dos recursos hídricos, possibilitando a comunidade carente exploradora dos recursos naturais, não apenas um bem estar financeiro, mas principalmente a harmonia do homem com a natureza. Desta forma, tornam letra viva as normas constitucionais que asseguram indistintamente aos indivíduos o direito ao meio ambiente ecologicamente equilibrado.

1- Especialista em Direito Privado, Consultor Jurídico Empresarial, Procurador Jurídico do Instituto Ambiental Sol do Campo.

2- Licenciada em Geografia, Especialista em Educação-concentração em Geografia e Gestão Ambiental. Técnica em Meio Ambiente/ Professora de Ensino Básico do Estado de Minas Gerais. Professora de Educação Ambiental e Geografia Econômica. Vice - presidente do Instituto Ambiental Sol do Campo. E-mail: fátima@soldocampo.com

3- Engenheiro Agrônomo, Mestre em Recuperação de Áreas Degradadas, Economia e Gestão Ambiental e Doutor em Engenharia de Água e Solo pela UFV. É professor do IFET - Rio Pomba, coordenador dos cursos Técnico em Meio Ambiente, EAD em Gestão Ambiental e Pós-graduação em Agroecologia e Desenvolvimento Sustentável. É consultor do IBAMA e Conselheiro do COPAM da Zona da Mata, MG. E-mail: mauriciosnovaes@yahoo.com.br

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Rio Formoso

*Por Elaine dos Santos 1 e Maurício Novaes Souza


Tabuleiro é um município de MG, situado na Zona da Mata, às margens do Rio Formoso. Possui relevo montanhoso e seus principais rios são: Ribeirão Queira-Deus e o Rio Formoso, ambos pertencentes à Bacia do Rio Paraíba do Sul. Dentre um dos problemas da cidade, vale à pena ressaltar os impactos que vem sido causados no rio.

As principais causas são o esgoto a céu aberto, poluição urbana, poluição industrial, poluição causada pelos agricultores, poluição pelas pocilgas.

As consequências destes atos são visíveis: mortandade dos peixes, degradação das margens do rio, contaminação das águas, assoreamento entre outros.

Para se evitar que este problema aumente, é preciso que a população tenha consciência. Quanto aos esgotos, é preciso que haja tratamento, uma vez que este é lançado diretamente no rio. Devem-se revitalizar as margens do rio, já que a única vegetação encontrada é o capim braquiária.

É preciso ainda que haja uma fiscalização constante para que os infratores sejam punidos.

Para compensar os danos causados ao meio ambiente, em caso específico do Rio Formoso, é necessário que os principais poluentes tenham a consciência do mal que estão causando e tentem de alguma forma evitar que o problema aumente.

A maior dificuldade encontrada para solucionar o problema é a conscientização da comunidade, em especial das pessoas que moram próximas as margens do Rio. Há de se considerar, também, as fábricas, que jogam seus dejetos diretamente nas águas.

Contudo, cabe a cada um de nós estarmos empenhados na preservação do Meio Ambiente. Para que com isso nossos recursos naturais sejam preservados atendendo assim as nossas necessidade e a das gerações futuras.
* 1. Aluna do curso de Segurança no Trabalho do IFET - RIO POMBA.

A exploração dos recursos naturais

Por Elviane de Paula 1, Tatiana da Silva 2 e Maurício Novaes Souza

Devido ao privilégio excessivo do nosso bem-estar, estamos acabando com os recursos naturais. Devemos estimular a educação ambiental como forma de aprendermos a preservar o sustento e a sobrevivência das novas gerações. Devemos parar de ser egoístas e pensarmos somente no presente. Devemos acreditar que podemos inovar sustentavelmente.

A exploração dos recursos naturais é bem crítica: perfuramos, cortamos árvores, explodimos montanhas, extraímos minerais, consumimos toda a água e exterminamos animais, fazendo tudo isso por luxo, não por questão de sobrevivência. Não sabemos usar o suficiente. Por esse fato, ultrapassamos os limites do crescimento e estamos pondo em risco nossos recursos naturais.

As políticas públicas não se importam com as riquezas naturais que nossa terra oferece. Verificam-se medidas que visam à exploração máxima dos recursos. Para minimizar, vêm sendo implantados projetos como reciclagem e recuperação de áreas degradadas, mas abaixo da real necessidade que o momento exige.

Temos que seguir o desenvolvimento imposto pelo progresso para nos integrar às exigências da sociedade, mas nos preocuparmos com os processos industriais. Precisamos buscar tecnologias limpas para que de fato ocorra o desenvolvimento sustentável. Vivemos numa época onde a dominância dos modelos produtivos deverão nos encaminhar para essa busca.

Desta forma, devemos exigir um modelo de crescimento responsável, consciente e cobrarmos do governo fiscalização rígida. A educação e a gestão ambiental são ferramentas que mostrarão a importância da necessidade e compromisso que temos com o meio ambiente. Adotando tais práticas, vamos conseguir mudar e preservar as atuais e futuras gerações.

* Alunas do curso de Segurança no Trabalho do IFET-RIO POMBA.

Resenha: Biografia do Abismo

Resenha:  Biografia do Abismo Autores: Graciandre Pereira Pinto Maurício Novaes Souza Título do livro: Biografia do Abismo   Referência ...