Campus Rio Pomba forma primeira turma de Agroecologia do Brasil


A primeira turma de bacharéis em Agroecologia do país se formou nesta sexta-feira (12/03) em Rio Pomba, MG. A turma de 2009 recebeu o diploma das mãos do paraninfo e reitor do Instituto Federal Sudeste de Minas Gerais, Prof. Mário Sérgio Costa Vieira e do patrono, deputado federal Reginaldo Lopes. Na mesma cerimônia, também aconteceu a formatura da turma de Tecnologia em Agroecologia, tendo como paraninfo o professor Maurício Novaes Souza, Diretor geral do IF Sudeste de Minas Campus São João del Rei.


O reitor do Instituto destacou a importância do curso para o país, afirmando que “a criação do bacharelado em agroecologia é uma iniciativa que pode revolucionar as ciências agrárias”. Para Mário Sérgio, “as ditas técnicas modernas agrícolas, com seus pacotes tecnológicos, produzem alimentos com alto custo ambiental. Já a agroecologia, trabalhando a agricultura em parceria com as leis da natureza, fornece altas produtividades e alimentos limpos, preservando a saúde do planeta e seus habitantes”.


Em seu pronunciamento, Maurício Novaes frisou que temos de admitir que o projeto da modernidade cumpriu algumas das suas promessas, e até as cumpriu em excesso, e por isso mesmo inviabilizou o cumprimento de todas as promessas restantes. Como resultado desses equívocos, vivemos em um ponto de inflexão: “não mais existe a possibilidade de adiarmos uma mudança em nosso comportamento diário”. Afirmou que passamos por um período onde se estabeleceu uma enorme crise de percepção, conseqüência da falta de atitude por parte do poder público, dos empresários, das comunidades, da sociedade em geral.


Disse ainda que do ponto de vista político-social, atingiu-se o ponto mais crítico com relação às questões de ética, que necessariamente precisam ser retomadas. Segundo Novaes, “embora o mais esperado fosse falar sobre tecnologia e as implicações que estas têm em nossas vidas, o que é comum em formaturas, tratando-se de Agroecologia, temos que obrigatoriamente falar sobre humanidade. Como disse Charles Chaplin: ".....Pensamos em demasia e sentimos bem pouco. Mais do que máquinas e crescimento, precisamos de humanidade. Mais do que inteligência, precisamos de afeição e doçura. Sem essas virtudes, a vida será de violência e tudo estará perdido". De pouco adianta o “saber”, sem o comprometimento do “ser”.


Concluindo, reiterou o encantamento pelo curso de Agroecologia: “Para sobreviver ao atual momento econômico, mas ser “diferente”, além de um forte embasamento teórico e um profundo conhecimento técnico, o Agroecólogo deve possuir a habilidade de se relacionar com outras pessoas. Para isto, é preciso muito mais do que tecnologia. Precisamos conhecer conceitos antropológicos, sociológicos, filosóficos... para que possamos construir uma elevada sensibilidade social e que as questões relacionadas à ética da produção sejam retomadas.


Fonte: Site IF SUDESTE MG.

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