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Mostrando postagens de Julho, 2008

A crise da água: fatos e atitudes necessárias ao Desenvolvimento Sustentável

Por Maurício Novaes Souza*

A humanidade vem enfrentando problemas de degradação ambiental que remontam no tempo. Entretanto, tem-se verificado a partir da década de 1960, em função dos modos de produção, de crescimento e de desenvolvimento praticados, que os recursos naturais, como a água, vem se tornando um fator cada vez mais crítico para o desenvolvimento econômico e social de longo prazo, bem como para a sustentabilidade ambiental.
Há décadas recentemente passadas, o meio ambiente era capaz de desempenhar sua função autodepuradora com eficiência. Nos dias atuais, encontra-se excessivamente sobrecarregado pelas atividades humanas. Percebe-se, assim, que o mundo poderá experimentar uma escassez de recursos hídricos sem precedentes em um futuro próximo, a menos que os padrões de desenvolvimento comecem a ser alterados e o ser humano modifique o seu comportamento no que se refere ao uso e ao consumo desse recurso natural.
Sabe-se que as visões sobre a água são mul…

Sistemas de Administração Empresarial e a Gestão Ambiental

* Por Maurício Novaes Souza1 e Gabriela Alves de Novaes2

Os Sistemas de Administração da Produção, qualquer que seja sua filosofia, têm como objetivos básicos Planejar e Controlar todo o processo de manufatura/logística. Deve começar pelo planejamento dos materiais e pela utilização dos equipamentos e pessoas; passar pelo controle do que foi planejado; e chegar até à distribuição dos produtos acabados.

Um Sistema de Administração da Produção deve ser capaz de: planejar e controlar os materiais comprados; planejar e controlar os níveis dos estoques; programar as atividades de acordo com o cumprimento dos prazos; ser capaz de saber a situação atual, reagindo de maneira eficaz; e planejar o futuro da empresa. Portanto, nada mais são que uma ferramenta no auxílio à interminável busca pela competitividade da empresa.

Pode-se dizer, entretanto, que a utilização de um Sistema de Administração da Produção adequado é condição necessária, porém não suficiente, para que a empresa atinja o sucesso c…

O êxodo rural e a urbanização: a triste realidade brasileira

* Por Maurício Novaes Souza

A ausência de definição de uma política agrícola focada no longo prazo, fortalecida pelo direcionamento da pesquisa e pela ausência da extensão rural na difusão tecnológica, propiciou uma acelerada onda migratória do campo para os meios urbanos durante as décadas 70 e 80 do século passado. No Brasil, está ligado a duas situações preocupantes e carentes de soluções alternativas:

a) A grande transferência de recursos humanos do meio rural às zonas urbanas (Quadro 1); e

QUADRO 1 - Distribuição da população brasileira em 1970, 1980 e 1990
População
Ano
1970 1980 1990 2006 2007
Milhões de habitantes (%)
Rural 41,0 (44) 38,6 (32) 37,6 (25)�������…

Bacia Hidrográfica do rio São Francisco e a transposição de suas águas: preocupação social, oportunidade para o agronegócio ou especulação política e

Por Maurício Novaes Souza1 e Maria Angélica Alves da Silva2

No mês de março, dia 22, foi comemorado o dia mundial da água: existem motivos para comemoração? Para responder a essa pergunta, tome-se como exemplo a bacia do rio São Francisco, que cobre 504 municípios brasileiros. Praticamente, nenhum deles possui saneamento básico e todo o esgoto doméstico e industrial in natura é lançado diretamente ao rio, além dos dejetos industriais e agroindustriais, como na região metropolitana de Belo Horizonte, que polui seu maior afluente, o Rio das Velhas. Assim, o estado de degradação em que o rio se encontra representa a real situação de como o país vem efetivamente administrando seus recursos naturais.
Em toda a extensão do rio São Francisco é comum se verificar a existência de grandes áreas com desmatamento e queimadas desde a sua nascente, que provocam o assoreamento do rio, além do desvio de água cada vez maior para projetos de irrigação, em sua maioria sem planejamento e manejo. Dessa form…

Urbanização e Saneamento Ambiental: um caso de saúde pública

* Por Maurício Novaes Souza1 e Maria Angélica Alves da Silva2

O crescimento urbano e industrial nem sempre significa desenvolvimento humano: particularmente nos países em industrialização, vem acompanhado de desigualdade de acesso aos itens básicos necessários a uma sobrevivência digna, tais como o acesso à educação, à alimentação e à saúde. Isso ocorre, especialmente, pela ausência do planejamento territorial das áreas a serem ocupadas. O acesso da população à saúde passa, incondicionalmente, pelo binômio abastecimento de água/saneamento básico.
No caso dos países em desenvolvimento a taxa de crescimento anual da população urbana chega aos 3,5%, que vem acompanhada de uma realidade preocupante. Uma delas é a formação de cinturões de pobreza, dada à carência de serviços de infra-estrutura e de moradia adequada a um nível mínimo de condições de vida. Dados recentes de pesquisa realizada por uma parceria entre o Instituto Trata Brasil e a Fundação Getúlio Vargas (FGV) revelam que, atualm…

Degradação sócio-ambiental: opulência, miséria e perspectivas

* Por Maurício Novaes Souza1 e Maria Angélica Alves da Silva2

Um recente artigo publicado pela Folha Online, discutiu o dano ambiental que ações de países desenvolvidos causaram aos países em desenvolvimento, como o consumo e a destruição de recursos da natureza entre as décadas de 60 e 90 do século passado: deverão impor, ao longo do século XXI, uma perda de US$ 7,4 trilhões da economia de países de renda per capita baixa e média. A dívida externa dos países pobres nesse mesmo período atingiu US$ 1,7 trilhão.
Soma-se a esse problema dados revelados pelo relatório da ONU "Previsões sobre a População Mundial 2006", onde se afirma que a população mundial aumentará 37,3% até 2050, passando dos atuais 6,7 bilhões de habitantes para 9,2 bilhões. Este aumento será absorvido, na sua maioria, pelos países em desenvolvimento, como o Brasil. Prevê-se que os impactos sócio-ambientais serão inestimáveis.
Há de se considerar ainda, como agravante, os efeitos das mud…

A crise energética e a radiação solar

* Por Maurício Novaes Souza

O mundo vive nova crise energética e um agravamento dos problemas ambientais. O petróleo e o carvão atingiram a maior cotação de toda a história da humanidade. Dessa forma, a exploração intensiva das reservas não renováveis de combustíveis fósseis e os prejuízos ambientais trazidos pelo uso desses recursos energéticos pressupõem um cenário preocupante para esse século. Nesse contexto, assume crucial importância a busca de fontes de energia alternativas, em especial renováveis e não-poluentes, como a solar e a eólica – ainda mais quando se sabe que o Sol é a principal fonte de energia para a superfície da Terra.
O interesse pela utilização da radiação solar como fonte de energia alternativa cresceu muito nas duas últimas décadas, por razões econômicas, principalmente após a crise do petróleo de 1973, quando os estudos nessa área receberam grande impulso nos Estados Unidos e na Europa. Hoje, esse interesse está adquirindo maior dimensão, abrangendo não só o apr…

TÉCNICO EM MEIO AMBIENTE DO CEFET-RP VISITA O PARQUE ESTADUAL DO IBITIPOCA

* Por Maurício Novaes Souza

Nos dias 27 a 29 de junho um grupo de alunos do curso Técnico em Meio Ambiente, sob a coordenação do Professor Maurício Novaes, do CEFET-RP, esteve em viagem técnica no Parque Estadual do Ibitipoca. O parque foi criado com o objetivo de garantir a preservação de ecossistemas, possibilitar a realização de estudos e pesquisas científicas e oferecer condições para o turismo e a conscientização ambiental.


O Parque do Ibitipoca possui uma beleza exótica e um alto índice de biodiversidade em seus 1488 hectares. Possui ecossistemas diversos, como os campos rupestres, o cerrado e a Mata Atlântica - uma verdadeira preciosidade incrustada num dos pontos mais altos da Serra da Mantiqueira. O parque foi criado em 04/07/1973 e administrado pelo Instituto Estadual de Florestas de Minas Gerais (IEF). É o habitat natural de espécies em extinção: Bugios e Barbados, Onça Parda, Lobos-Guará, Candeias (árvore tradicional do Parque), Bromélias e Orquídeas. Os riachos, as cachoei…

SEMANA DO MEIO AMBIENTE 2008 – CEFET/RP

* Por Maurício Novaes Souza

É essencial para o Desenvolvimento Sustentável da sociedade e de sua economia que se considerem a variável ambiental na execução das atividades humanas. Neste contexto, o Centro Federal de Educação Tecnológica de Rio Pomba – CEFET-RP, vêm promovendo diversas atividades de educação ambiental nesta instituição, no município de Rio Pomba e em diversas localidades do Estado e do País.
A educação ambiental se constitui em uma forma abrangente de educação, que se propõe a atingir todos os cidadãos, por meio de um processo pedagógico participativo permanente, que procura proporcionar ao educando uma consciência crítica sobre a problemática ambiental.
Consciente de sua responsabilidade social, o CEFET-RP adotou e assumiu publicamente o compromisso com a educação de seus alunos, adotando medidas de disseminação da problemática ambiental e da importância da conservação dos recursos naturais, como parte da rotina no cotidiano dos servidores, professores e alunos.
A reorga…

A crise energética e as políticas públicas

* Por Maurício Novaes Souza

Paralelamente ao agravamento dos problemas ambientais, o mundo vive nova crise energética. O petróleo, o carvão e o xisto atingiram a maior cotação de toda a história da humanidade. Considerando a exploração intensiva das reservas não-renováveis de combustíveis fósseis - recursos esgotáveis que levaram milhões de anos para se formar - e os prejuízos ambientais trazidos pelo uso desses recursos energéticos, pressupõem-se um cenário preocupante para esse século. Quando a opção parecia ser a bioenergia, surgem os riscos provenientes de a crise alimentar que se anuncia, a qual poderá ser agravada pela introdução de culturas voltadas à produção de biocombustíveis em áreas anteriormente destinadas à produção de alimentos básicos.
Nesse contexto, assume crucial importância a busca de fontes de energia alternativas, em especial renováveis e não-poluentes, como a solar e a eólica. Segundo Wolfgang Palz, em seu livro “Energia Solar e Fontes Alternativas”, a energia so…

Gestão ética: responsabilidade social e sustentabilidade das organizações

* Por Maurício Novaes Souza1 e Silvane de Almeida Campos2

As empresas da atualidade devem agir como agentes transformadores. Devem ser capazes de alterar o modelo que visava o lucro imediato para o modelo que busca o Desenvolvimento Sustentável. Esse fato é importante porque as empresas exercem uma enorme influência sobre os recursos humanos, financeiros, tecnológicos, econômicos, sociais e ambientais. Diante desta nova realidade, surge o conceito de empresas socialmente responsáveis - são aquelas que procuram colaborar para o fortalecimento dos referidos setores, por meio da adoção de posturas éticas, agindo de forma transparente e tendo como objetivo o bem-estar coletivo e a justiça social.
Neste novo modelo os empresários se tornam cada vez mais aptos a compreender e participar das mudanças estruturais que abrangem os aspectos econômicos, ambientais e sociais. As companhias estão sendo incentivadas pela administração pública a gerenciar seu sistema produtivo de tal forma que se evite…

Urbanização e Saneamento Ambiental: um caso de saúde pública

Por Maurício Novaes Souza*

O crescimento urbano e industrial nem sempre significa desenvolvimento humano: particularmente nos países em industrialização, vem acompanhado de desigualdade de acesso aos itens básicos necessários a uma sobrevivência digna, tais como o acesso à educação, à alimentação e à saúde. Isso ocorre, especialmente, pela ausência do planejamento territorial das áreas a serem ocupadas.
No Brasil, a taxa de crescimento anual da população urbana chega aos 3,5%, vindo acompanhada de realidades preocupantes, como a falta do saneamento nas cidades, em níveis mínimos que assegurem o bem-estar das populações. Esse fato tem gerado um quadro de degradação do meio ambiente urbano sem precedentes, sendo os recursos hídricos um dos primeiros elementos integrantes da base de recursos naturais a sofrer tais efeitos. Por esta razão, não há curso d’água ou lago que esteja próximo ou que passe por alguma cidade que não esteja poluído, sendo o grau de poluição diretamente proporcional à…