quinta-feira, 11 de abril de 2013

Sistema de captação, distribuição e pré-tratamento de água para o abastecimento do IF Sudeste – MG, campus Rio Pomba: um Estudo de Caso




* Luciana de Moura Gonzaga

Resumo

O IF Sudeste – MG, campus Rio Pomba possui um sistema de captação, distribuição e pré-tratamento de água bem planejado e estruturado. Contudo, existem alguns problemas que dificultam a eficiência do sistema. A mata do Horto Florestal é de extrema importância para a “produção” em quantidade e qualidade de água. O objetivo da aula prática de Saneamento Ambiental Rural é proporcionar aos alunos uma visão geral do sistema de captação, distribuição e pré-tratamento da água que é consumida no campus, ressaltando a importância das APP’s, RL e matas em geral para a continuidade do sistema.

Palavras-chave: recursos hídricos, APP’s e capitação.

Discussão

O sistema de captação de água do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia do Sudeste de Minas Gerais, campus Rio Pomba, é composto por 7 represas abastecidas pela nascente da invernada, situada no Horto. As represas são interconectadas por manilha e o escoamento de água é facilitado pela declividade natural da área.
O local, a cerca de 10 anos atrás, encontrava-se em acelerado estágio de degradação devido a alta concentração de vegetação freatófita, a supressão da vegetação nativa para a implantação de pastagem ou eucalipto em certas áreas, e o gado pastejando e com acesso as “aguadas naturais”. Entretanto, com a iniciativa de alguns professores e alunos a área vem sendo recomposta, através de cercas ao entorno da nascente e de algumas represas (o que permite a regeneração da área – de acordo com a resiliência que a mesma apresenta), limpeza das represas, plantio de mudas, construção de taludes e ladrões, etc. O que proporcionou aumento da vazão e melhoria da qualidade da água.
A água, após percorrer as represas, chega a caixa de tratamento preliminar através de tubulação ligada a manilha da última represa. Nesta caixa é feito o tratamento inicial com função de reter a matéria orgânica e partículas grosseiras de solo. Em seguida, a água vai para a caixa de tratamento primário, que realiza uma filtragem de água mais complexa por envolver várias estruturas de compartimento, onde a água passa e segue para a estação de tratamento do campus.
A recomposição vegetal tem papel fundamental para a recarga dos cursos hídricos, as áreas recompostas na invernada são Áreas de Preservação Permanente (APP’s) que ainda necessitam de ampliação. Nas matas foi possível observar alta concentração de espécies pioneiras, como a embaúba, que fornecem papel relevante para a sucessão ecológica, desenvolvimento de espécies secundárias, tardias e clímax. Pode se notar também a presença de lianas em algumas bordas da mata, que igualmente são pioneiras, porém quando presentes em mata indicam que está havendo entrada de luminosidade excessiva, o que pode vir a prejudicar as mudas e árvores presentes no local.  A vegetação também contribuiu para a redução de erosão das áreas, o que reduz a turbidez da água e não afeta a biodiversidade aquática.

Conclusão

O sistema de captação de água foi bem planejado, mas carece de manutenção. As caixas de tratamento não são tampadas o que possibilita entrada de solo, matéria orgânica, acesso por animais, contaminantes etc., carecendo de mão de obra especializada para conservação da mesma. Outro aspecto negativo é que o gado ainda tem acesso às represas e a algumas APP’s, retardando o processo de regeneração natural.
Com a recuperação da invernada, hoje é possível economizar no tratamento final da água por a mesma chegar mais limpa, e com isto redução da concentração de alumínio, enxofre e cloro na água. Podemos observar que a área destinada a Reserva Legal (RL) se encontra bem preservada e que a mesma além de extrema beleza, contribui para a absorção e filtragem da água.
É importante conhecer o sistema de captação de água do campus Rio Pomba, como forma de fixação do aprendizado e possíveis proposições de soluções para os problemas encontrados.


Relatório de aula prática II (19 de maio de 2013) apresentado à disciplina Saneamento Ambiental e Rural.
Curso: Bacharel em Agroecologia.
Professor: Maurício Novaes Souza.
Aluna: Luciana de Moura Gonzaga.
Turma: 7º período.

segunda-feira, 8 de abril de 2013

Água: um estudo de caso em Benin, África






* Renata Cunha Pereira


RESUMO:
O presente relatório discorre sobre a aula teórica da disciplina de Saneamento Ambiental Rural e a apresentação de um vídeo com o tema “água”, exibido no Fantástico. O vídeo fala sobre os problemas do Deserto do Atacama, Índia, mas principalmente de Benin, África, relacionados ao mau uso da água, onde o principal problema é a disposição inadequada do esgoto.

PALAVRAS CHAVE: Benin, água e esgoto.


INTRODUÇÃO:
A água, que para uns é motivo de prazer diário, para milhões de pessoas no planeta é um bem cada vez mais raro, mais difícil de ser obtido. É tanta água que nosso planeta parece um ponto azul no universo. Três quartos da superfície da Terra são cobertos de água. Mas a maior parte não está disponível para o consumo: 97,5% da água do mundo é salgada, dos mares e oceanos. O restante, 2,5%, é água doce. Só que o maior volume de água doce está congelado nos pólos e no alto das grandes montanhas sobrando apenas 0,04% de toda a água do planeta própria para o consumo.
Na aula do dia 19 de março de 2013, foi exibido um documentário feito por uma produtora catalã (Espanha), mostra que o acesso à água é como um sonho para milhões de habitantes da Terra. Nossa viagem pelo planeta água começa por um dos lugares mais pobres do mundo: Benin.
Foi de lá, da costa oeste da África, que vieram muitos escravos para o Brasil. Benin tem hoje pouco mais de seis milhões de habitantes, mais ou menos a população da cidade do Rio de Janeiro. Eles vivem com muito pouco dinheiro: a renda deles equivale a apenas 15% da nossa. Benin é um pequeno país localizado no oeste da África, seu território é banhado pelo golfo da Guiné e faz limites com Burkina Faso, Níger, Nigéria e Togo. A pesca desempenha um papel importante na vida de algumas das pessoas do sul de Benin. Nesta região, os muitos pequenos rios e lagoas abundam em peixe, e algumas das pessoas ganham a vida exclusivamente dessa ocupação, o que vem reduzindo por causa da poluição dos rios e morte dos peixes.

DESENVOLVIMENTO:
Aula teórica com exposição de vídeo do dia 19 de março de 2013, da disciplina de Saneamento Ambiental Rural ministrado pelo professor Maurício Novaes:
Ganvié, este é o nome de uma pequena cidade no interior de Benin. Crépin, garoto de 10 anos conta como é a vida dele e de outros habitantes de Ganvié. “Em Benin, não existe falta de água, mas, ainda assim, nós todos sofremos. Na minha cidade, as pessoas sempre souberam lidar com a água. E isso garantiu nossa sobrevivência”. Em depoimento do rei, ele diz : “Diria que nós vivemos em um mundo isolado, onde tudo gira em torno da água. A água nos ajuda a preservar os valores originais da nossa comunidade. O garoto Crépin trabalha com a pesca, ele diz que assim como no passado, toda sua família vive da pesca. Mas fala dos problemas que estão sofrendo por causa das águas contaminadas “o peixe está cada vez menor e a água, cada vez mais poluída”.
O nível de poluição é alto no lago, porque as pessoas jogam pesticida na água para envenenar os peixes. Assim, acham que fica mais fácil pescar. A poluição química está sem controle. E a poluição biológica também. O interior dos peixes está contaminado por coliformes fecais.Os homens aconselham as mulheres a não comer as guelras dos peixes ou, pelo menos, limpá-las bem. A poluição em Benin já atingiu níveis alarmantes.
Na escola, as professoras ensinam que os peixes estão contaminados até por mercúrio, um metal pesado que extremamente prejudicial à saúde. Eles não têm onde jogar o lixo e a cidade também não tem esgoto. Todos os dias as crianças tem que buscar água para as famílias, que é muito longe de suas casas e em Ganvié, só existem três poços.
Muitas crianças bebem a água contaminada do lago, como no passado as pessoas pedem a Mamywata, a deusa das águas, que os proteja. Como a professora Olga diz, a água suja não pode ser lavada. O problema em Benin não é a falta d’água, mas sim, o mau uso, o que é um problema na África inteira.
O “Eu quero viver para sempre na água. Mas se a gente não souber usar a água que tem, se a gente não souber limpá-la, a vida vai ser muito difícil no futuro”, conclui o menino de Benin, preocupado com seu planeta água.
Se o planeta água tivesse uma capital, ela seria o Brasil, onde encontra-se a maior quantidade de água doce do mundo, quase 14% de toda a reserva do planeta.
De Norte a Sul, rios extensos e profundos cortam o país e ao mesmo tempo servem de esgoto. Uma pesquisa do IBGE de 2002 é reveladora: 47,8% dos municípios brasileiros, quase metade do país, não coletam nem tratam o esgoto. A sujeira vai parar nos rios. Entre os 52,2% dos municípios com serviço de coleta, apenas 20% tratam o esgoto coletado. Embora seja essa a maior fonte de poluição de nossas águas, não é a única. O agrotóxico das lavouras também contamina grande parte dos rios brasileiros.
“Infelizmente, mesmo o Brasil tendo a maior reserva de água doce do mundo, com quase 14%, essa falsa disponibilidade já vem tendo o seu uso comprometido em diversas regiões, principalmente na região costeira, onde vivem 80% da população brasileira, mais de 120 milhões de brasileiros”, explica o biólogo da WWF, Samuel Roiphe Barreto.
Depois da exibição desse vídeo discutimos sobre essa questão da poluição das águas, falta de tratamento básico de esgoto.


CONSIDERAÇÕES FINAIS:
A discussão sobre esses assuntos é de extrema importância dentro da disciplina de Saneamento Ambiental e Rural, pois traz uma reflexão sobre a necessidade de se preservar este recurso água para garanti-los às futuras gerações.

Aluna do curso de Bacharel em Agroecologia do IF Sudeste de Minas campus Rio Pomba
Disciplina: Saneamento Ambiental Rural
Professor: Maurício Novaes Souza