Água: um estudo de caso em Benin, África






* Renata Cunha Pereira


RESUMO:
O presente relatório discorre sobre a aula teórica da disciplina de Saneamento Ambiental Rural e a apresentação de um vídeo com o tema “água”, exibido no Fantástico. O vídeo fala sobre os problemas do Deserto do Atacama, Índia, mas principalmente de Benin, África, relacionados ao mau uso da água, onde o principal problema é a disposição inadequada do esgoto.

PALAVRAS CHAVE: Benin, água e esgoto.


INTRODUÇÃO:
A água, que para uns é motivo de prazer diário, para milhões de pessoas no planeta é um bem cada vez mais raro, mais difícil de ser obtido. É tanta água que nosso planeta parece um ponto azul no universo. Três quartos da superfície da Terra são cobertos de água. Mas a maior parte não está disponível para o consumo: 97,5% da água do mundo é salgada, dos mares e oceanos. O restante, 2,5%, é água doce. Só que o maior volume de água doce está congelado nos pólos e no alto das grandes montanhas sobrando apenas 0,04% de toda a água do planeta própria para o consumo.
Na aula do dia 19 de março de 2013, foi exibido um documentário feito por uma produtora catalã (Espanha), mostra que o acesso à água é como um sonho para milhões de habitantes da Terra. Nossa viagem pelo planeta água começa por um dos lugares mais pobres do mundo: Benin.
Foi de lá, da costa oeste da África, que vieram muitos escravos para o Brasil. Benin tem hoje pouco mais de seis milhões de habitantes, mais ou menos a população da cidade do Rio de Janeiro. Eles vivem com muito pouco dinheiro: a renda deles equivale a apenas 15% da nossa. Benin é um pequeno país localizado no oeste da África, seu território é banhado pelo golfo da Guiné e faz limites com Burkina Faso, Níger, Nigéria e Togo. A pesca desempenha um papel importante na vida de algumas das pessoas do sul de Benin. Nesta região, os muitos pequenos rios e lagoas abundam em peixe, e algumas das pessoas ganham a vida exclusivamente dessa ocupação, o que vem reduzindo por causa da poluição dos rios e morte dos peixes.

DESENVOLVIMENTO:
Aula teórica com exposição de vídeo do dia 19 de março de 2013, da disciplina de Saneamento Ambiental Rural ministrado pelo professor Maurício Novaes:
Ganvié, este é o nome de uma pequena cidade no interior de Benin. Crépin, garoto de 10 anos conta como é a vida dele e de outros habitantes de Ganvié. “Em Benin, não existe falta de água, mas, ainda assim, nós todos sofremos. Na minha cidade, as pessoas sempre souberam lidar com a água. E isso garantiu nossa sobrevivência”. Em depoimento do rei, ele diz : “Diria que nós vivemos em um mundo isolado, onde tudo gira em torno da água. A água nos ajuda a preservar os valores originais da nossa comunidade. O garoto Crépin trabalha com a pesca, ele diz que assim como no passado, toda sua família vive da pesca. Mas fala dos problemas que estão sofrendo por causa das águas contaminadas “o peixe está cada vez menor e a água, cada vez mais poluída”.
O nível de poluição é alto no lago, porque as pessoas jogam pesticida na água para envenenar os peixes. Assim, acham que fica mais fácil pescar. A poluição química está sem controle. E a poluição biológica também. O interior dos peixes está contaminado por coliformes fecais.Os homens aconselham as mulheres a não comer as guelras dos peixes ou, pelo menos, limpá-las bem. A poluição em Benin já atingiu níveis alarmantes.
Na escola, as professoras ensinam que os peixes estão contaminados até por mercúrio, um metal pesado que extremamente prejudicial à saúde. Eles não têm onde jogar o lixo e a cidade também não tem esgoto. Todos os dias as crianças tem que buscar água para as famílias, que é muito longe de suas casas e em Ganvié, só existem três poços.
Muitas crianças bebem a água contaminada do lago, como no passado as pessoas pedem a Mamywata, a deusa das águas, que os proteja. Como a professora Olga diz, a água suja não pode ser lavada. O problema em Benin não é a falta d’água, mas sim, o mau uso, o que é um problema na África inteira.
O “Eu quero viver para sempre na água. Mas se a gente não souber usar a água que tem, se a gente não souber limpá-la, a vida vai ser muito difícil no futuro”, conclui o menino de Benin, preocupado com seu planeta água.
Se o planeta água tivesse uma capital, ela seria o Brasil, onde encontra-se a maior quantidade de água doce do mundo, quase 14% de toda a reserva do planeta.
De Norte a Sul, rios extensos e profundos cortam o país e ao mesmo tempo servem de esgoto. Uma pesquisa do IBGE de 2002 é reveladora: 47,8% dos municípios brasileiros, quase metade do país, não coletam nem tratam o esgoto. A sujeira vai parar nos rios. Entre os 52,2% dos municípios com serviço de coleta, apenas 20% tratam o esgoto coletado. Embora seja essa a maior fonte de poluição de nossas águas, não é a única. O agrotóxico das lavouras também contamina grande parte dos rios brasileiros.
“Infelizmente, mesmo o Brasil tendo a maior reserva de água doce do mundo, com quase 14%, essa falsa disponibilidade já vem tendo o seu uso comprometido em diversas regiões, principalmente na região costeira, onde vivem 80% da população brasileira, mais de 120 milhões de brasileiros”, explica o biólogo da WWF, Samuel Roiphe Barreto.
Depois da exibição desse vídeo discutimos sobre essa questão da poluição das águas, falta de tratamento básico de esgoto.


CONSIDERAÇÕES FINAIS:
A discussão sobre esses assuntos é de extrema importância dentro da disciplina de Saneamento Ambiental e Rural, pois traz uma reflexão sobre a necessidade de se preservar este recurso água para garanti-los às futuras gerações.

Aluna do curso de Bacharel em Agroecologia do IF Sudeste de Minas campus Rio Pomba
Disciplina: Saneamento Ambiental Rural
Professor: Maurício Novaes Souza

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