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Mostrando postagens de Junho, 2009

Desenvolvimento sustentável: a importância da consciência e da gestão ambiental

* Por Maurício Novaes Souza

Durante o período das chamadas “Revolução Industrial” e “Revolução Verde” não havia preocupação com as questões ambientais. Os recursos naturais eram abundantes e a poluição não era foco da atenção da sociedade industrial e intelectual da época. A partir da escassez dos recursos naturais, somado ao crescimento desordenado da população mundial e intensidade dos impactos ambientais, surge o conflito da sustentabilidade dos sistemas econômico e natural, fazendo do meio ambiente um tema literalmente estratégico e urgente. O homem começa a entender a impossibilidade de transformar as regras da natureza e a importância da reformulação de suas práticas ambientais.
A humanidade está usando 20% a mais de recursos naturais do que o planeta é capaz de repor. Ou seja, ou limites do crescimento não foram observados, ultrapassaram-se a capacidade de suporte, de autodepuração e de regeneração dos sistemas. Assim, estão-se avançando sobre os estoques …

Economia, Sociedade e Ambiente: realidade na sustentabilidade do desenvolvimento

* Por Maurício Novaes Souza

A triste, cruel e inquietante realidade ambiental vêm sendo ainda ignorada ou menosprezada pela maioria dos governos, das comunidades e de cada uma das pessoas. Torna-se cada vez mais evidente que a humanidade se defronta com um sério dilema nos tempos atuais. É preciso reiterar as análises críticas e perspectivas sobre a questão sócio-ambiental e sua inseparável relação com a dinâmica econômica dos países no mundo. O Brasil é um celeiro de biodiversidade; contudo, os sistemas produtivos apresentam medíocre e dicotômica relação economia-ambiente.
Não há dúvidas de que mecanismos para superação de quadros críticos relacionados à produção e ao uso dos recursos naturais vêm sendo desenvolvidos, implantados e aplicados, porém com uma velocidade e eficácia distante daquela necessária. Nesse sentido, não oponente às várias reuniões mundiais em que o tema meio ambiente era pauta, nos últimos anos a preocupação em alinhar necessidades de consumo e, ou, de produção co…

PAISAGISMO URBANO E RECUPERAÇÃO DE ÁREAS DEGRADADAS

* Por Maurício Novaes Souza1; Jhennifer Alves Pereira Mata2 e Mauro César Martins3

O ser humano foi capaz de conviver “harmoniosamente” com o planeta Terra por muitos anos. No entanto, embora haja uma grande fronteira “dominada” pelo homem, podem-se observar a aglomeração da população mundial em centros urbanos. Ao contrário dos ambientes naturais, as cidades apresentam artificialidades, tais como: forte impermeabilização do solo; abundância de materiais altamente refletores, absorventes e transmissores de energia; excessivo consumo de energia e matéria, com correspondente geração de resíduos; poluição atmosférica, hídrica, sonora e visual.
Tais características afetam negativamente o ambiente urbano - em consequência, a qualidade de vida das pessoas. Este fato é agravado pela desenfreada devastação da vegetação ao redor dos centros urbanos e pela deficiência na implantação de áreas verdes no seu interior. A presença de árvores, além de diminuir a poluição, traz benefícios em relação à s…

“Agricultura Familiar: sustentabilidade no agronegócio"

*Maurício Novaes Souza ¹; Maria de Fátima Vieira Aguiar ²

No mundo do agronegócio, onde se utilizam e se produzem várias commodities, é preciso atenção para as relações custos-benefícios dos diversos fatores de produção de um determinado empreendimento. O Brasil é por excelência um grande mercado agroexportador, com enorme potencial para futuros investimentos, pois as condições naturais lhes são favoráveis. Contudo, considerando o momento atual, com as alterações climáticas, a degradação do solo, a poluição hídrica, o acelerado crescimento demográfico e a urbanização, faz-se necessário um planejamento estratégico onde se inclua a agricultura familiar, de fato, no agronegócio brasileiro.
O Brasil exporta para China em torno de 18 milhões de toneladas de soja por ano (saltaram de US$ 1,3 bilhão em 2003 para US$ 5,3 bilhões em 2008) – o grande problema é que em seu processo produtivo se utilizam 43 km3 de água. A Europa importa 50 milhões de toneladas de elementos de r…