O mercado de trabalho e o ambiente: novos desafios para a formação profissional



Por Maurício Novaes Souza*

Os esforços mundiais estão voltados à busca de um modelo de produção que promova o “Desenvolvimento Sustentável”. Contudo, para alcançá-lo, é necessário que sejam criadas não apenas tecnologias limpas e apropriadas, mas é fundamental que se preparem pessoas competentes para gerenciá-las, capazes de promoverem um contexto de maior responsabilidade social e ambiental. Para isso, as empresas devem estar conscientes da necessidade de adotar práticas de gestão ambiental.

Tal fato se deve, principalmente, às profundas transformações do modelo econômico decorrentes da reestruturação produtiva, da integração mundial dos mercados financeiros, da internacionalização das economias, da desregulamentação e abertura dos mercados, com a quebra de barreiras protecionistas, em suas causas e conseqüências político-sociais. Tais mudanças vêm atingindo, de forma acelerada e diferenciada, sobretudo nas duas últimas décadas, amplos setores da população trabalhadora e os donos de empresas/indústrias.

Nessa busca, os gestores têm identificado o capital humano como o fator que mais contribui para que as empresas sustentem suas vantagens competitivas. É fato notório que o bem mais precioso de uma corporação é o conhecimento, o grande diferencial competitivo do mundo do trabalho. Ou seja, a economia atual está baseada no capital intelectual, no qual as pessoas é que fazem a diferença.

Todas essas considerações nos levam a refletir sobre as mudanças que têm ocorrido no ambiente das empresas e no foco de sua gestão refletindo na exigência das competências profissionais que elas necessitam e, também, nos centros de ensino, como os Institutos Federais de Educação, Ciência e Tecnologia (IFET), que formam esses profissionais. As empresas vêm procurando pessoas que saibam trabalhar em equipe, que demonstram equilíbrio entre a vida pessoal e a profissional. Pessoas que tenham capacidade de quebrar paradigmas, de negociar, de se comunicar, de se modernizar e de aperfeiçoar continuamente o próprio aprendizado.

Será que os centros de pesquisa e ensino estão preparados para atenderem a essa demanda? Alguns estão preparados: em São João del-Rei temos agora o IF SEMG SJDR, que inicia suas atividades com três cursos técnicos que poderão contribuir definitivamente nesse sentido. Sua filosofia será a de aprimorar a competência de seus alunos, auxiliando-os a traçar um plano, não só para a sua carreira, mas principalmente, para sua vida emocional e profissional.

* Engenheiro Agrônomo, Mestre em Recuperação de Áreas Degradadas, Economia e Gestão Ambiental e Doutor em Engenharia de Água e Solo pela Universidade Federal de Viçosa (UFV). É Diretor Geral do IF SEMG campus São João del-Rei. E-mail: mauricios.novaes@ifsudeste.edu.br.

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