Efeito do esterco de galinha poedeira na produção de milho e qualidade da silagem


Silvane de Almeida Campos2*, Rogério de Paula Lana3, João Carlos Cardoso Galvão2,
Mauricio Novaes Souza4, Valdir Botega Tavares5

Rev. Ceres, Viçosa, v. 64, n.3, p. 274-281, mai/jun, 2017

Este trabalho objetivou avaliar a influência de doses de esterco de galinha poedeira, aplicadas em cobertura, na produção de milho e na qualidade da silagem. Utilizou-se a variedade UFVM-100 Nativo. O delineamento experimental foi de blocos casualizados, com seis tratamentos (0,00; 0,75; 1,50; 2,25; 3,00 e 3,75 t ha-1 de esterco curtido) e quatro repetições. As variáveis analisadas foram altura de planta e altura de espiga, diâmetro do colmo, prolificidade, peso de espiga, proporção de espigas na matéria verde e produtividade de matéria verde e seca de plantas. O material cortado foi
ensilado e, após 64 dias de armazenamento, os silos foram abertos para determinação dos teores de matéria seca e de proteína bruta, perdas por gases e por efluente, perda de matéria seca total e recuperação de matéria seca das silagens. Os dados foram submetidos à análise de variância pelo teste F e, as médias, submetidas à análise de regressão. Verificou-se incremento linear das produtividades das matérias verde e seca de plantas de milho, em resposta à aplicação do esterco. Para as demais características agronômicas e características avaliativas da silagem, não se verificou diferença significativa entre os tratamentos. Recomenda-se a aplicação de 3,75 t ha-1 do esterco de poedeira, para alcance de maior produção de matéria verde e seca de plantas de milho para silagem. A adubação orgânica com esterco de galinha poedeira não afetou a qualidade das silagens produzidas.

Palavras-chave: adubação; resíduo orgânico; produtividade; parâmetros qualitativos; Zea mays L.


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