terça-feira, 27 de setembro de 2011

Produção alimentar versus Destruição do planeta

*Joara Secchi Candian


INTRODUÇÃO


A área de terra do planeta cobre um total de mais de 140 milhões de quilômetros quadrados – um pouco menos do que um terço da superfície da Terra. Os recursos da terra são finitos, frágeis e não-renováveis (ESTADO DO MEIO AMBIENTE E RETROSPECTIVAS POLÍTICAS, 2002).

A atual produção mundial de alimentos é superior à capacidade de consumo dos seres humanos, mas, esta já se encontra seriamente reduzida em função do uso predatório dos recursos existentes. Se não fosse o bastante, as produções agrícolas sofrem a ação constante de desperdícios calamitosos. Porém, são inúmeras as regiões que enfrentam a fome, como inimigo maior (Revista FZVA, 2002).

Assim, podemos constatar que a fome não resulta de uma baixa produtividade ou de pouca produção de alimentos no mundo. A visão da miséria como a pior das poluições advém de uma desigualdade de crescimento, enquanto um fenômeno mundial, levando os países centrais a um superconsumo, e a maior parte da população mundial, à pobreza e fome. A realidade brasileira não é muito diferente dos padrões mundiais uma vez que, no Brasil, o problema da fome não é, primordialmente, uma questão de oferta, mas, basicamente, de demanda, dada a enorme desigualdade existente no país e a conseqüente marginalização de grande parte da população (FILHO, 1995).

Até 2030, as estimativas da FAO sugerem que 57 milhões de hectares adicionais serão utilizados para cultivo na África e 41 milhões de hectares na América Latina, representando aumentos de 25% e 20%, respectivamente (FAO, 2001). Essa expansão deve ocorrer necessariamente por meio de mais conversões de florestas e bosques ou pela conversão de áreas frágeis da zona semi-árida em terras próprias para cultivo. Ambas alternativas são graves motivos de preocupação ambiental. A degradação da terra leva a uma redução significativa de sua capacidade de produção. As atividades humanas que contribuem para a degradação da terra incluem o uso inadequado de terras agrícolas, práticas inadequadas de manejo da água e do solo, desmatamento, remoção da vegetação natural, uso freqüente de máquinas pesadas, excesso de pastagens, rotação incorreta de cultivos e práticas de irrigação inadequadas. As causas da degradação do solo incluem o excesso de pastagens (35%), o desmatamento (30%), as atividades agrícolas (27%), a exploração excessiva da vegetação (7%) e as atividades industriais (1%) (GACGC, 1994, citado em ESTADO DO MEIO AMBIENTE E RETROSPECTIVAS POLÍTICAS, 2002).

DESENVOLVIMENTO

A agricultura brasileira tem freqüentado com assiduidade as páginas econômicas, nos últimos tempos, pelo menos através de três temas: sua contribuição ao crescimento do produto, sua posição no esforço exportador e sua responsabilidade na situação do abastecimento do mercado doméstico e no crescimento dos índices de custo de vida (BARROS & GRAHAM, 1978). O Brasil produz excessivamente soja, café, algodão, cacau, laranja, enfim, as monoculturas destinadas à exportação, produtos que, em sua maioria, não são consumidos pelos brasileiros. Por outro lado, o país produz pouco arroz, feijão e mandioca, produtos que constituem a base alimentar dos brasileiros e passaram a ser importado com dinheiro das assim chamadas divisas do superávit da balança comercial, resultante das exportações agrícolas (ANDRIOLI, 2009).

Essa é uma das formas de desigualdade que contribui para a concentração de renda nos países ricos e pobres e para o aumento da fome. Por exemplo, o Brasil é o maior produtor de café em grão do mundo. A Alemanha, país mais rico da Europa, é o maior exportador de café refinado do mundo sem produzir um único grão do produto (ANDRIOLI, 2009).

A produção para exportação pode reduzir a oferta doméstica de alimentos por dois caminhos simultâneos: uma substituição ao nível da composição da produção (cultivando-se mais soja ao invés de arroz feijão, pe) e alterações tecnológicas que privilegiam o uso intenso da terra e equipamento, reduzindo o emprego de moradores residentes e com eles as culturas de subsistência, cujos excedentes eventuais formavam uma importante parcela da oferta que chega aos centros urbanos (BARROS & GRAHAM, 1978).

A agricultura moderna é fortemente mediada pela questão da escala de produção. A mecanização intensiva pressupõe grandes áreas cultivadas que possam responder economicamente ao capital aplicado. Fertilizantes químicos, agrotóxicos e sementes geneticamente melhoradas completam o padrão tecnológico vigente, e são compatíveis com as grandes monoculturas. O conjunto sementes melhoradas e agroquímicos, no presente, é sinônimo de uniformidade genética e lucro certo, porém com maior vulnerabilidade às pragas e doenças, e, portanto, maior risco ambiental. No atual padrão produtivo, a indústria de insumos agrícolas causa graves danos ambientais, e as pressões que recebe dão indícios de alteração na sua forma de agir. Estão abertos os caminhos para mudanças na forma de produzir na agricultura (CARMO, 1998).

Segundo esta mesma autora, o rearranjo estrutural das indústrias alimentares está ocorrendo em nível mundial de acordo com as características internas de cada país, ou seja, em função do seu padrão econômico, nível tecnológico e perfil distributivo de renda o que propicia a maior ou menor incorporação de novos produtos à alimentação básica. O padrão intensivo de exploração agrícola poderá ser substituído sem ocorrer queda na produtividade, mas é mister que se invista na pesquisa agropecuária para aumentar a eficiência dos sistemas sustentáveis. É necessário um esforço da pesquisa no sentido de uma transição para uma nova agricultura, onde a manutenção e o aumento da fertilidade do solo, a preservação de outros recursos naturais e a permanência dos valores culturais das populações rurais sejam partes de um modelo de desenvolvimento com novas formas de produção e organização social. Uma exigência fundamental para a sustentabilidade é a manutenção ou a melhoria do potencial produtivo dos recursos da terra para atender às necessidades de populações atuais e futuras, concomitante com a sustentabilidade das funções vitais do ecossistema e de outros usos múltiplos da terra.

CONSIDERAÇÕES FINAIS

A produção de alimentos terá de aumentar em 70% até 2050 para suprir a expansão da população mundial (FAO-Organização das Nações Unidas para a Agricultura e a Alimentação). Caso não sejam adotadas medidas urgentes, a entidade previu que cerca de 370 milhões de pessoas poderão passar fome daqui a 40 anos. A afirmação foi feita durante a abertura de um encontro de dois dias sobre a situação alimentar em 2050, quando a população mundial deverá ter passado dos atuais 6,7 bilhões para 9,1 bilhões. Jacques Diouf (Diretor-geral da FAO) citou as mudanças climáticas, que ameaçam reduzir o potencial de produção em algumas regiões. Na África e na Ásia, por exemplo, secas e enchentes provocadas pelo aquecimento global poderão representar uma queda na produção de 30% e 21%, respectivamente. Para que isso não ocorra, Diouf disse que deve haver um "foco especial nos pequenos fazendeiros, mulheres e famílias rurais e o acesso dessas pessoas à terra, água e sementes de alta qualidade" (REVISTA ABRIL, 2009). O padrão tecnológico está em transição, em fase de mudanças. A questão está em qual será a nova direção do progresso técnico na agricultura e se existe espaço para uma agricultura sustentável em bases científicas, com condições de competir com a agricultura convencional da revolução verde.


REFERÊNCIAS BIBLIOGRÁFICAS

  • ANDRIOLI, Antônio Inácio. Transgênico, produção de alimentos e combate à fome. In: Revista Espaço Acadêmico, nº 90, mensal, ano VII. Novembro/2009.
  • BARROS, José Roberto M. de & GRAHAM, Douglas H. A agricultura brasileira e o problema da produção de alimentos. Dezembro/1978.
  • CARMO, Maristela S. do. A produção familiar como locus ideal da agricultura sustentável. In:Agricultura em São Paulo, SP, vol. 1, nº 45, pág. 1-15, 1998.

· ESTADO DO MEIO AMBIENTE E RETROSPECTIVAS POLÍTICAS: 1972-2002, pág 64-93.

· FILHO, José Juliano de Carvalho. A produção de alimentos e o problema da segurança alimentar. In: Estudos Avançados, vol. 9, nº 24. São Paulo – SP, Maio/Agosto 2005.

· MARTINS, Calor Roberto & FARIAS, Roseli de Mello. Produção de alimentos x desperdício: Tipos, causas e como reduzir perdas na produção agrícola – Revisão. In: Revista FZVA, vol. 9, nº 1. Uruguaiana – RS, 2002.

· Produção de alimentos precisa aumentar em 70% até 2050. In: Revista Abril. Outubro/2009.



* Bacharel em Agroecologia – 6º período – IF Sudeste de Minas campus Rio Pomba

- Profº.: Maurício Novaes

segunda-feira, 26 de setembro de 2011

Um Planeta Faminto - Considerações sobre o vídeo


*Wantuelfer Fernandes Gonçalves

Introdução

Assistir um vídeo como este (Um Planeta Faminto, filme promocional da BASF) faz qualquer aluno de agroecologia, ou qualquer outro curso que almeje atuar com sustentabilidade, ter mais orgulho de ter escolhido essa área de atuação. O motivo é muito simples: O vídeo torna, de forma não intencional, a necessidade da mudança na forma de produção e aponta a falta de competência para efetivar essa mudança, deixando o caminho aberto para novos profissionais.

Desenvolvimento

Ao apontar diversos fatos sobre a alimentação e sua cadeia produtiva, os editores do vídeo tentam passar os problemas como solucionados, e escondem outros tantos fatos que tornam essas soluções ambíguas. Por exemplo, ao citar os números de empregos gerados pelo agronegócio, em seu modelo vigente, escondem o fato de que esse modelo provocou o esvaziamento do campo (êxodo rural) transformando vários agricultores em desempregados nos grandes centros. Isso é geração de emprego ou compensação?

E o que dizer da biodiversidade? Ignoram o fato de que, nos primórdios da humanidade o homem fazia uso de milhares de espécies de vegetais para alimentação e passam a considerar como produção de comida apenas cinco cereais. Além de ignorarem o outro fato de que cada parte do mundo possui hábitos alimentares próprios e que isso deve ser preservado. De outra forma, não se justifica a projeção de que o Brasil deve participar de forma tão significante no fornecimento da alimentação global. E pensando nessa linha, não defende a soberania alimentar (de que cada país deve prover, na medida do possível, abastecimento a seu povo) tão pouco econômica, visto casos como, recentemente, o aumento do preço da soja, produto o qual o Brasil é autosuficiente e maior exportador mundial, no mercado interno devido à valorização do dólar.

Mas talvez, o assunto mais marcante seja a respeito da sustentabilidade. Simplesmente não é possível reconhecer quais critérios foram estabelecidos para sua avaliação no discurso apresentado. Ignoram o balanço energético, enaltecendo uma logística deliberadamente perdulária. Para as embalagens de agrotóxico utilizam o termo “retiradas da natureza”. E foram postas onde? Não foram retiradas, foram reconfiguradas através de alto desprendimento de energia. E a respeito de tecnologias nessa área, citam apenas uma (plantio direto) que, passou a ser estudada simplesmente para corrigir os problemas advindos justamente pela implantação do modelo de produção que o vídeo defende.

Considerações Finais

Houve outros tantos pontos a serem questionados, houve outros tantos que se mostraram corretos, mas a impressão final, ao menos para mim, é de que o profissional supracitado está fazendo muita falta.

Aluno do curso de Agroecologia 6º P – IF SEMG campus RIO POMBA

Professor: Maurício Novaes

sábado, 24 de setembro de 2011

A Importância da Agrometeorologia na Produção Agropecuária



* por Maurício Novaes Souza

Anos atrás, sob condições de população escassa e exploração industrial mínima, parecia que a Terra poderia ser o provedor inesgotável dos recursos naturais. Entretanto, a população cresceu, a industrialização se expandiu, as florestas são destruídas, os solos erosionados, os depósitos minerais exauridos, o ar e a água se tornam cada vez mais poluídos, e cada vez mais estamos preocupados com as limitações dos recursos da Terra.

Paralelamente, existe uma grande necessidade de aumento na produção de alimentos. Para isso, é necessário que as perdas agrícolas e pastoris sejam minimizadas e a eficiência da produção agropecuária melhorada. Sabe-se que essa atividade é altamente dependente das condições do clima e do tempo em uma dada região. Entretanto, o aumento da produção de alimentos vem sendo feito por intermédio da exploração inadequada dos recursos naturais, prejudicando o ambiente, o solo, a água e o ar.

A Agrometeorologia é uma combinação de ciências físicas e biológicas que estuda as relações entre os elementos climáticos, o solo e os seres vivos e avalia os fenômenos climáticos que influenciam a produção e a produtividade agrícola. Isto faz da agrometeorologia uma técnica indispensável na formação dos profissionais que trabalham nas áreas agrícolas, como aqueles dos cursos de Agroecologia e Zootecnia.

Em décadas recentes o uso da Agrometeorologia na agropecuária foi aumentando. Isto tem sido devido, largamente, aos estudos de laboratório, casa de vegetação e de campo, nos quais as respostas biológicas têm sido medidas sob condições controladas. Existem diversas aplicações das técnicas meteorológicas às operações de campo. Alguns exemplos importantes: a) previsão e proteção contra geadas; b) avisos contra fogo nas florestas; c) planejamento da irrigação; d) calendários de plantio e colheitas; e) seleção de lugares para as culturas; f) controle de insetos; e g) controle de doenças e muitas modificações microclimáticas, como a utilização da prática de quebra-ventos.

Sabemos que o Brasil tem uma das maiores indústrias agropecuárias do Mundo. Por isso, existe uma grande necessidade de informações meteorológicas e climatológicas específicas que capacitem os agropecuaristas a fazerem decisões operacionais. Portanto, pode-se considerar que o principal objetivo da agrometeorologia é colocar a ciência da meteorologia a serviço da agropecuária para melhorar o uso da terra, para ajudar a produzir o máximo de alimentos e evitar o abuso irreversível dos recursos naturais (água e solo).

Os serviços meteorológicos que precisamos devem estar aptos a satisfazer pelo menos quatro tipos de exigências dos agricultores: a) Previsões do tempo detalhadas, na ocasião exata e adaptadas para operações agrícolas comuns; b) Serviços de extensão para ensinar aos agricultores usar as informações do item anterior; c) Observações especializadas de clima no lugar onde as culturas são realizadas; e d) Um sistema de comunicações para levar as informações atualizadas sobre o clima por intermédio do rádio, da televisão e dos jornais.

Comentários sobre o vídeo: Brasil - Um Planeta Faminto (segundo a BASF)

Prezado Pedro, tudo bem?

Parabéns pelo seu rico comentário sobre o vídeo produzido pela BASF, com o “objetivo de homenagear o agricultor”. Você levantou, entre outras questões, uma de extrema importância - a força e poder de sedução e convencimento que a mídia exerce nos dias atuais.

De fato, a “Revolução Verde” intensificou a forma de produção agrícola convencional se utilizando de um pacote tecnológico objetivando o aumento da produtividade. Visava, principalmente, acabar com a eminente ameaça da fome que se alastrava por todo o mundo. Contudo, os resultados deste processo proporcionaram desenvolvimento desigual, no qual os países mais desenvolvidos obtiveram maiores ganhos e concentração de poder e renda, aumentando assim, os níveis de dependência e pobreza nos países subdesenvolvidos. Outras consequências da intensificação do modelo convencional de produção agrícola são os impactos ambientais que o mesmo vem provocando, que vai desde o uso inadequado e inconsequente dos recursos naturais até a contaminação do ambiente e destruição de ecossistemas inteiros, como comentamos em sala de aula.

O modelo convencional de produção agrícola também impactou e continua impactando a agricultura familiar que, para acompanhar o referido processo produtivo, é preciso recorrer a empréstimos bancários, ocasionando endividamento e chegando até mesmo a perda de suas propriedades – fato bastante comum nas diversas regiões brasileiras. Outro sério problema é o uso inadequado, exacerbado e sem conhecimento dos agroquímicos, ocasionando a degradação do solo, da água e provocando uma série de externalidades (como doenças respiratórias e câncer, entre outras) e impactos ambientais negativos (perda da biodiversidade da fauna e flora, entre outros).

Como acreditamos e propomos, a Agroecologia é uma ciência que surge para propor um modelo de produção agrícola baseado nas técnicas de manejo e cultivo de forma tradicional, respeitando e valorizando os conhecimentos do homem do campo e sua relação com o meio ambiente e os recursos naturais. A Agroecologia busca consolidar suas bases científicas, quebrar paradigmas e promover um desenvolvimento que se sustente nos três aspectos que fundamentam a sociedade, que são os seus pilares: econômico, social e ambiental; ou seja, propõe que se busque o tão almejado Desenvolvimento Sustentável.

Parabéns pela sua observadora, inteligente e visionária explanação. Vamos a ela:

Comentários sobre o vídeo: Brasil - Um Planeta Faminto (segundo a BASF)


*Pedro Cretton Oliveira


O filme trata de um assunto delicado, que envolve o suprimento e a demanda de alimentos para a população. Convivemos com um constante crescimento populacional, dessa forma devemos nos preocupar de fato se a produção agrícola atual é capaz de “alimentar o mundo”. Dados comprovam que a disponibilidade de comida atual seria capaz de alimentar “três mundos”. Então, será que o problema está na quantidade, ou na distribuição e na qualidade?

É sempre polêmico discutir formas de produção, principalmente quando se refere a algo tão fundamental para a vida humana como a agricultura. Devemos admitir que o modelo dominante agrícola apresenta um potencial produtivo e financeiro impressionante, mas não podemos esquecer que este se contrapõe a um desastre social e ambiental.

Dessa forma podemos identificar que o problema está no caminho pelo qual se buscam as soluções na estrutura industrial agrícola, um dos alicerces do sistema capitalista. Se, ao avaliar o incremento da capacidade produtiva dentro desse modelo, também fossem avaliadas suas consequências (concentração de terras, êxodo rural, graves desequilíbrios ambientais, contaminação dos solos, da água, da fauna e da flora com substâncias derivadas do uso abusivo de agrotóxicos, alterações na hereditariedade genética, etc.), o vídeo comercial não teria o mesmo êxito ao agradecer este “agricultor”.

Além disso, devemos observar que, apesar dos pacotes tecnológicos da revolução verde terem conseguido sucesso em termos quantitativos, a promessa de alimentar o mundo e livrar o campo dos venenos agrícolas (com o desenvolvimento dos transgênicos) não foi cumprida. Pelo contrário, a fome persiste em muitos povos e os transgênicos se mostraram dependentes dos agrotóxicos.

Então, já que na mídia de hoje, como no filme, a voz do agronegócio não apresenta esse tipo de informação, boa parte população continua assistindo e aceitando, sem força nem organização para mudar.

Portanto, acredito que o caminho mais certeiro seja aquele em que mudamos toda essa visão de mundo, que avaliemos o quadro como um todo, que observemos as relações humanas e naturais e suas influências. Por onde caminham os movimentos por uma distribuição de terras mais justa, pela troca de conhecimento entre o campo e cidade, por um equilíbrio populacional urbano rural, pela divulgação das práticas agroecológicas, por uma agricultura para todos os seres vivos. Sinceramente, não acredito que seja a competição um fator saudável para o agricultor, não acredito que quem planta cafés da manhã, almoços e jantares com suas mãos, deva tê-las sujas de dinheiro.

* Aluno: Pedro Cretton Oliveira - 2º Período

Curso: Bacharelado em Agroecologia

Disciplina: Agrometeorologia

Professor: Maurício Novaes

23/09/2011